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Vol. 42. Issue S2.
Pages 208-209 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
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MORTALIDADE POR LINFOMA DE HODGKIN NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
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B.C.R. Silvaa, M.O. Andradea, G.P. Bertholuccia, J.F. Carneiroa, M.S. Castroa, B.M.S. Gomesa, T.C.A. Gomesa, L.F.M. Moraesa, J.A.B. Leão-Cordeirob, A.M.T.C. Silvaa
a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Goiânia, GO, Brasil
b Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
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Introdução: O termo doença de Hodgkin surgiu em 1832, a partir da descrição, de Thomas Hodgkin, de uma série de autópsias com linfadenopatia e esplenomegalia. Contudo, a compreensão dessa entidade como uma neoplasia de células B ocorreu apenas no final da década de 1990, levando à ascensão do termo linfoma de Hodgkin (LH). As células neoplásicas, que podem ser gigantes e multinucleadas ou grandes e mononucleadas, são cercadas por um infiltrado inflamatório com linfócitos, eosinófilos, neutrófilos, histiócitos e plasmócitos. A etiologia do LH ainda não foi esclarecida, mas sabe-se que há relação com o vírus Epstein-Barr. O LH é subdividido em linfoma clássico de Hodgkin, que representa cerca de 90% dos casos, e linfócitos nodulares predominantes. O diagnóstico do LH baseia-se nos achados clínicos, histológicos (biópsia), de imunofenotipagem, além dos estudos moleculares e citogenéticos, e se dá, principalmente, entre os 20 a 30 anos idade. Quanto ao tratamento, as principais ferramentas existentes são: quimioterapia, radioterapia e terapia em conjunto, que são altamente eficientes na cura do LH e capazes de diminuir sua mortalidade. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico de mortalidade por linfoma de Hodgkin, no Brasil, nos últimos 5 anos. Material e métodos: Estudo epidemiológico, descritivo, do número de mortes e da mortalidade por LH, no Brasil, durante o período de janeiro de 2015 a dezembro de 2019. Os números de óbitos e a mortalidade foram obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a partir dos filtros: óbitos por ano, segundo a lista de morbidade do CID-10, categoria 2 do CID-10 (Neoplasias) e taxa mortalidade por ano de processamento. Resultados: Ocorreram 1.011 mortes por LH, no Brasil, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019, as quais representam 0,3% dos óbitos por neoplasias neste período (n = 331.747 mortes). Esse percentual variou de 0,27%, em 2018, a 0,37%, em 2016. Os anos com o maior e o menor número de óbitos, por LH, foram: 2016, com 235 mortes notificadas, e 2018, com 191 mortes. Quanto à taxa de mortalidade do LH, no Brasil, os valores foram de 5,12, em 2015; 5,41, em 2016; 4,02, em 2017; 3,75, em 2018; e 3,58, em 2019. A taxa de mortalidade da neoplasia em questão foi sempre menor quando comparada à mortalidade por neoplasias em geral, que foram, para os anos estudados, respectivamente de: 8,23; 8,34; 8,28; 8,16; e 8,13. Discussão: Observa-se a constância da representatividade dos óbitos, por LH, dentre às demais neoplasias registradas no Capítulo II do CID-10, já que esse percentual identificado variou apenas 0,1% durante os anos estudados. Além disso, constatou-se queda da taxa de mortalidade, nos últimos 5 anos, o que pode ser reflexo da crescente eficácia terapêutica da quimioterapia e radioterapia no combate ao LH. Conclusão: É possível concluir, a partir deste estudo descritivo epidemiológico, que a quantidade de óbitos, por LH, no Brasil, durante janeiro de 2015 a dezembro de 2019, manteve comportamento padronizado, contudo, houve decréscimo na taxa de mortalidade. Ademais, constatou-se que a taxa de mortalidade do LH é inferior à mortalidade média por neoplasias, o que permite inferir que o potencial de cura do LH é maior que de algumas neoplasias.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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