Introdução: O termo doença de Hodgkin surgiu em 1832, a partir da descrição, de Thomas Hodgkin, de uma série de autópsias com linfadenopatia e esplenomegalia. Contudo, a compreensão dessa entidade como uma neoplasia de células B ocorreu apenas no final da década de 1990, levando à ascensão do termo linfoma de Hodgkin (LH). As células neoplásicas, que podem ser gigantes e multinucleadas ou grandes e mononucleadas, são cercadas por um infiltrado inflamatório com linfócitos, eosinófilos, neutrófilos, histiócitos e plasmócitos. A etiologia do LH ainda não foi esclarecida, mas sabe-se que há relação com o vírus Epstein-Barr. O LH é subdividido em linfoma clássico de Hodgkin, que representa cerca de 90% dos casos, e linfócitos nodulares predominantes. O diagnóstico do LH baseia-se nos achados clínicos, histológicos (biópsia), de imunofenotipagem, além dos estudos moleculares e citogenéticos, e se dá, principalmente, entre os 20 a 30 anos idade. Quanto ao tratamento, as principais ferramentas existentes são: quimioterapia, radioterapia e terapia em conjunto, que são altamente eficientes na cura do LH e capazes de diminuir sua mortalidade. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico de mortalidade por linfoma de Hodgkin, no Brasil, nos últimos 5 anos. Material e métodos: Estudo epidemiológico, descritivo, do número de mortes e da mortalidade por LH, no Brasil, durante o período de janeiro de 2015 a dezembro de 2019. Os números de óbitos e a mortalidade foram obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a partir dos filtros: óbitos por ano, segundo a lista de morbidade do CID-10, categoria 2 do CID-10 (Neoplasias) e taxa mortalidade por ano de processamento. Resultados: Ocorreram 1.011 mortes por LH, no Brasil, entre janeiro de 2015 e dezembro de 2019, as quais representam 0,3% dos óbitos por neoplasias neste período (n = 331.747 mortes). Esse percentual variou de 0,27%, em 2018, a 0,37%, em 2016. Os anos com o maior e o menor número de óbitos, por LH, foram: 2016, com 235 mortes notificadas, e 2018, com 191 mortes. Quanto à taxa de mortalidade do LH, no Brasil, os valores foram de 5,12, em 2015; 5,41, em 2016; 4,02, em 2017; 3,75, em 2018; e 3,58, em 2019. A taxa de mortalidade da neoplasia em questão foi sempre menor quando comparada à mortalidade por neoplasias em geral, que foram, para os anos estudados, respectivamente de: 8,23; 8,34; 8,28; 8,16; e 8,13. Discussão: Observa-se a constância da representatividade dos óbitos, por LH, dentre às demais neoplasias registradas no Capítulo II do CID-10, já que esse percentual identificado variou apenas 0,1% durante os anos estudados. Além disso, constatou-se queda da taxa de mortalidade, nos últimos 5 anos, o que pode ser reflexo da crescente eficácia terapêutica da quimioterapia e radioterapia no combate ao LH. Conclusão: É possível concluir, a partir deste estudo descritivo epidemiológico, que a quantidade de óbitos, por LH, no Brasil, durante janeiro de 2015 a dezembro de 2019, manteve comportamento padronizado, contudo, houve decréscimo na taxa de mortalidade. Ademais, constatou-se que a taxa de mortalidade do LH é inferior à mortalidade média por neoplasias, o que permite inferir que o potencial de cura do LH é maior que de algumas neoplasias.
O fator de impacto mede o número médio de citações recebidas em um ano por trabalhos publicados na revista durante os dois anos anteriores.
© Clarivate Analytics, Journal Citation Reports 2025
O CiteScore mede as citações médias recebidas por documento publicado. Mais informação
Ver maisSJR é uma métrica de prestígio baseada na idéia de que todas as citações não são iguais. SJR utiliza um algoritmo similar ao page rank do Google; é uma medida quantitativa e qualitativa ao impacto de uma publicação.
Ver maisSNIP permite comparar o impacto de revistas de diferentes campos temáticos, corrigindo as diferenças na probabilidade de ser citado que existe entre revistas de distintas matérias.
Ver maisThe median number of days it takes for an article to go from submission to first editorial decision.
Ver mais



