Introdução: As células progenitoras hematopoéticas do sangue periférico (CPH-SP) usualmente são criopreservadas e armazenadas antes de serem disponibilizadas para uso clínico em transplantes de medula óssea autólogos. Conhecer o perfil de armazenamento dos produtos é interessante, pois auxilia o Centro de Processamento Celular (CPC) no dimensionamento de seus equipamentos de armazenamento, especialmente os tanques de nitrogênio. Solicitamos usualmente um prazo mínimo de 14 dias para a liberação dos produtos, para que todos os testes de controle de qualidade estejam disponíveis no momento da liberação. Entretanto, os Centros Transplantadores (CT) contratantes podem solicitar os produtos antes desse prazo, em caráter excepcional. Objetivo: Foi avaliar retrospectivamente o tempo médio de armazenamento bem como o incremento do estoque de unidades de (CPH-SP) visando a organização institucional. Material e métodos: Realizou-se análise retrospectiva dos dados dos produtos criopreservados e armazenados pelo CPC entre 05/14 e 12/19. Nos pacientes que necessitaram de mais de uma coleta para completar a dose mínima de células CD34+ para o transplante, o tempo para liberação foi considerado como o período entre a criopreservação da última bolsa e a sua liberação para o primeiro transplante. Nos pacientes submetidos a dois transplantes, foi considerado o tempo de armazenamento referente ao período entre a criopreservação e o primeiro transplante. Os dados encontram-se descritos como mediana (amplitude). Resultados: Foram criopreservados 1747 bolsas contendo CPH-SP coletadas de 660 pacientes. Dessas 1332 foram liberadas para transplante em 589 (89%) pacientes o que gerou um saldo remanescente 415 (23,8% das bolsas criopreservadas) com tempo mediano entre a criopreservação e a liberação do produto de 48 (6–843) dias. Ao avaliarmos a série histórica encontramos os seguintes resultados para pacientes atendidos, número de bolsas criopreservadas, liberadas, saldo remanescente (%) e tempo para liberação (dias): 2014: 32; 85, 70, 15 (18%), 24 (7–239 dias); 2015: 77; 194, 167, 27 (14%), 15 (6–843); 2016: 123; 312, 243, 69 (22%), 46 (11–364); 2017: 116; 334, 246, 88 (26%), 62 (13–412); 2018: 173; 478, 349, 129 (27%), 56 (10–587); 2019: 139; 344, 257, 87 (25%); 56 (11–273). Discussão: O conhecimento do incremento e o acompanhamento do estoque de bolsas criopreservadas é importante para que os CPC possam programar com antecedência a aquisição e a instalação de novos equipamentos para armazenamento dos produtos em longo prazo. Frente ao aumento crescente e progressivo do estoque de bolsas criopreservadas, optamos por alterar o contrato com os Centros Transplantadores, com o envio obrigatório de relatórios anuais informando a necessidade de manutenção das bolsas armazenadas, pagamento de uma taxa de armazenamento, a cada 2 anos e, se for o caso, a critério do médico responsável, o envio de formulário específico, autorizando o descarte dos produtos. Conclusão: Ao avaliarmos a nossa série histórica foi possível constatar um aumento progressivo no número de bolsas armazenadas, o que a médio prazo acarretará esgotamento da nossa capacidade atual de armazenamento. Ações integradas de monitoramento do estoque com adequações da rotina do CPC permitem um melhor planejamento estratégico institucional.
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