Objetivo: A anemia aplásica (AA) apresenta diagnóstico raro e clínica de evolução progressiva com insuficiência medular, acarretando em diversas complicações, podendo ter causas secundárias como drogas citotóxicas; radiação; Benzeno; Hepatites virais; Timoma; doenças dos telômeros; Anemia de Fanconi. O presente trabalho tem por objetivo descrever a AA e esclarecer os tratamentos para a doença em seus diferentes níveis de gravidade. Material e métodos: Realizou-se uma revisão de literatura no mês de agosto de 2020, utilizando a base de dados Scielo e Pubmed. Resultados: Anemia aplásica (AA) é uma doença hematológica rara e se refere a uma síndrome clínica definida por pancitopenia no sangue periférico e hipocelularidade da medula óssea (MO), sem a presença de infiltração anormal ou aumento da reticulina na mesma. A sua forma adquirida afeta pacientes de todas as idades, e geralmente é idiopática. Pacientes portadores da anemia aplásica não severa, podem não necessitar de tratamento paliativo - que consiste em transfusões sanguíneas de concentrados de hemácias e concentrados de plaquetas, assim como o tratamento e prevenção de infecções. Pacientes portadores de AA severa tem mortalidade de 85%. O tratamento definitivo consiste no transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) ou tratamento imunossupressivo (TI). Quando o doador é familiar direto e HLA compatível, o TCTH é preferível, principalmente em crianças e adultos jovens. Em pacientes acima de30 a40 anos de idade, ou em pacientes que não possuem um doador HLA compatível, o TI é o preferível, este é a associação da ciclosporina A (CsA) e globulina antitimocítica (ATG) do soro de cavalo. Discussão: A anemia aplásica é uma doença em que dependendo dos seus diferentes graus de manifestações possuem tratamentos específicos, variando desde tratamentos paliativos até transplantes de células-tronco hematopoiéticas e tratamento imunossupressor. De acordo com as informações obtidas, tem-se a idade como fator a ser observado na realização de tratamento definitivo. Conclusão: Pode-se concluir que a AA é uma condição rara com evolução gradual. Apresenta tratamento, avaliando a gravidade da doença. Outrossim, sem tratamento a doença pode evoluir para pancitopenia severa com alta taxa de mortalidade.
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