Journal Information
Vol. 42. Issue S2.
Pages 82-83 (November 2020)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 42. Issue S2.
Pages 82-83 (November 2020)
137
Open Access
PREVALÊNCIA DA FEBRE HEMORRÁGICA DEVIDO AO VÍRUS DA DENGUE NO ESTADO DA BAHIA ENTRE 2010 E 2020
Visits
...
A.R. Alves, F.M.N. Souza, J.M.C. Oliveira, L.C. Lins, L.D.S. Silva, M.A. Gomes, M.B. Silva, N.B.A. Miran, P.S. Garcia, U.J.G. Júnior
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Feira de Santana, BA, Brasil
Article information
Full Text

Objetivos: Descrever as internações hospitalares por febre hemorrágica devido ao vírus da dengue (FHD) no estado da Bahia, através da lista de morbidade do CID-10 (A-91) no período de maio de 2010 a maio de 2020, quanto aos custos de hospitalização, características sociodemográficas e mortalidade. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, de análise quantitativa, cuja fonte de dados foi o Sistema de Morbidade Hospitalar (SIH-SUS) do Ministério da Saúde, tabulados em gráficos e tabelas no programa Microsoft Excel 2016. Resultados: Entre maio de 2010 e maio de 2020, no estado da Bahia foram registradas 1515 internações por FHD. Nesse período, ocorreu uma diminuição de 83,29%, entretanto com um aumento em 2019 (240 internações). A média de permanência do período de internação foi de 5 dias, com diminuição de 4,34%, sendo o valor médio por internamento de R$ 508,64. A taxa de mortalidade foi de 5,2 óbitos/100 internações, predominante nos indivíduos acima de 50 anos (55,75%) e no sexo feminino (58,89%). 26,22% das internações ocorreram na cor/raça parda e 51,89% ocorreram no sexo masculino. A faixa etária predominante foi de 5-9 (17,5%) anos, seguida de 10-14 anos (16,77%). Discussão: A FHD é uma doença infecciosa de elevada mortalidade e pode ser causada por quatro sorotipos virais diferentes. Os sintomas iniciais se assemelham ao da dengue clássica, no entanto, os pacientes evoluem rapidamente para quadros hemorrágicos, derrames cavitários, instabilidade hemodinâmica e/ou choque. Entre maio de 2010 e maio de 2020, a Bahia apresentou a sexta maior incidência de casos de FHD do Brasil. A distribuição etária e por gênero não mostra predomínio acentuado em nenhuma delas, pois a suscetibilidade ao vírus é universal. Todavia, estudos apontam predomínio em indivíduos com infecções secundárias, afetados por sorotipos diferentes, sendo a maioria desses casos relatados nas faixas etárias abaixo dos 16 anos. Além disso, amostras analisadas por RT-PCR até abril de 2020 mostram a co-circulação dos sorotipos DENV-1 e DENV-2 no estado. A incidência e a mortalidade foram maiores nos indivíduos pardos, grupo étnico majoritário no estado, e não foram observadas diferenças significativas dos óbitos quanto à variável gênero, conforme as estimativas nacionais. Os óbitos na Bahia representaram 6,8% dos nacionais por FHD, sendo mais letal na faixa etária de 60 a 69 anos na proporção de 1:5, e pode estar relacionadas às múltiplas co-morbidades. Conclusão: Dessa maneira, é importante a aplicação de medidas de prevenção e controle, como notificação de casos suspeitos ao Serviço de Vigilância Epidemiológica, manejo ambiental (minimizar a propagação do vetor) e controle químico em casos de epidemia. É necessário promover educação em saúde tornando a comunidade parte ativa no processo de combate e prevenção ao vírus da dengue e, consequentemente, a FHD.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools