Objetivos: Descrever os achados clínicos mais incidentes das leucemias agudas (LA). Material e métodos: Realizou-se uma revisão de literatura sobre as manifestações clínicas mais recorrentes nas leucemias agudas. As bases de dados pesquisadas foram PubMed, Lilacs, Scielo e Google Acadêmico, utilizando os seguintes descritores: “leucemia aguda”, “leucemia mielóide aguda”, “leucemia linfocítica aguda”e “achados clínicos”. Verificou-se artigos em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 5 anos. Os critérios de inclusão foram: publicações que abordassem a temática estudada com dados relevantes dentro do período de 2015 a 2020. Já os critérios de exclusão foram: artigos que tangenciavam a temática e que estivessem fora do período estipulado. Resultados: Conforme as literaturas selecionadas, as manifestações clínicas mais evidentes nas LA foram: tríade sintomática (astenia, hemorragia e febre), doenças infecciosas graves, adenomegalia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, dor óssea, aumento de massas mediastinais e raramente cloroma, tornando-se necessário a execução de exames laboratoriais que especifiquem o tipo e subtipo de leucemia a tratar. Os exames que auxiliam no diagnóstico são: hemograma, mielograma, biópsia de medula óssea (BMO), imunofenotipagem e cariótipo. Discussão: As leucemias caracterizam-se por disfunções hematopoiéticas malignas, podendo ser agudas ou crônicas e de origem mielóide ou linfóide. Destarte, verifica-se que a LMA é caracterizada pela proliferação anormal de mieloblastos, repercutindo a produção insuficiente de células sanguíneas maduras e presença de infiltrado medular. Ademais, as causas relacionam-se com HTLV-1, fatores genéticos ou devido a fármacos, acometendo majoritariamente adultos do sexo masculino. Quanto a LLA, configura-se como neoplasia proliferativa do tecido linfóide e acúmulo de blastos na medula óssea, apresentando maior frequência que LMA e incidência nos primeiros 5 anos da infância. A etiologia é incerta, podendo ser causada por efeitos mutagênicos, exposição à radiação ionizante na vida uterina, respostas às infecções virais e alta susceptibilidade de defeitos genéticos cromossômicos. Os sintomas mais frequentes incluem mal estar, dispneia ao esforço, palidez cutânea e mucosa, equimoses, epistaxe e enterorragias. Outrossim, a dor óssea e articular pode ser o sintoma inicial, bastante comum e decorrente da infiltração dos linfoblastos no periósteo. Por fim, é imprescindível a associação desses achados clínicos com os exames complementares, possuindo extrema relevância para o diagnóstico e terapêutica. Conclusão: Dessa maneira, chegou-se a conclusão que a maioria dos pacientes com leucemias agudas cursam com tríade sintomática (astenia, hemorragia e febre), doenças infecciosas graves, hepatoesplenomegalia, adenomegalia, linfadenopatia, dor óssea e aumento de massas mediastinais. Além disso, torna-se de fundamental importância a solicitação de exames laboratoriais que avaliem mais especificamente os tipos e subtipos das leucemias agudas. Com isso, faz-se necessário conscientizar a comunidade acadêmica a respeitos desses achados, que são importantes para a prática médica, diagnóstico precoce e diminuição da morbimortalidade por essas doenças malignas do sangue.
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