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Vol. 47. Núm. S3.
HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo
(Outubro 2025)
Vol. 47. Núm. S3.
HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo
(Outubro 2025)
ID - 1314
Acesso de texto completo
PROM TKI-BR: EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE SINTOMAS PELO PACIENTE
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LP Martinez, AMT Pires, SB Costa, JF Almeida, EQM Franqueto, NS Guimarães, INC Arias, EC Teraoka, FR Kerbauy, EBL Domenico
Hospital São Paulo, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
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Vol. 47. Núm S3

HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo

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Introdução

Patient-Reported Outcome Measure (PROM) é um instrumento padronizado para o relato direto de pacientes acerca de sintomas, impacto nas atividades de vida diária e efeitos adversos relacionados ao tratamento vigente. No contexto da leucemia mieloide crônica (LMC), o uso de inibidores de tirosina quinase (TKI) possibilita o controle eficaz da doença através de terapia via oral contínua, direcionada para alvos moleculares específicos nas células leucêmicas. Entretanto, o sucesso terapêutico depende não só da ação do medicamento, mas também da adesão ao tratamento, identificação e manejo de efeitos adversos. Dessa forma, é essencial envolver o paciente no monitoramento ativo dos sintomas. Assim, a incorporação de um PROM na prática clínica pode fortalecer o cuidado centrado no paciente e otimizar os resultados do tratamento.

Objetivos

Relatar a experiência da implantação de um instrumento de autorrelato para monitoramento de sinais e sintomas para pacientes com LMC em uso de TKI.

Material e métodos

Relato de experiência de natureza descritiva e qualitativa. Local: Hospital geral de grande porte classificado como CACON (Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), localizado no município de São Paulo, Brasil.

Resultados

O instrumento PROM TKI-Br foi desenvolvido e validado em estudo empírico que favoreceu sua implantação em um ambulatório que assiste pacientes com LMC em uso de inibidores de TKI. O protocolo educativo assistencial consistiu em oferecer e orientar o uso de um folheto com 6 páginas que contém: 1. Introdução ao que é um TKI e mecanismo de ação, apresentação dos efeitos colaterais e orientações para ajudar no controle dos sintomas. 2. Instruções de como responder o questionário e o que fazer com o material. 3. Quadro que contém os 20 sintomas mais incidentes e os qualifica em “Nenhum”, “Leve”, “Moderado”, “Grave” e “Muito grave”, para que o paciente assinale com X quais sintomas apresentou nos últimos 7 dias e sua característica. 6. Possibilidade da pessoa descrever sintomas não elencados anteriormente e espaço em branco para anotar dúvidas para a próxima consulta ambulatorial. Na prática, observou-se interesse dos pacientes e familiares para o uso do PROM TKI-BR.

Discussão e conclusão

O instrumento de autorrelato demonstrou ser uma ferramenta complementar ao acompanhamento ambulatorial de pacientes com câncer, ao permitir monitoramento e intervenções precoces e personalizadas a partir dos relatos precisos sobre a presença e intensidade dos sintomas. A implantação do PROM TKI-Br mostrou-se viável e relevante no contexto da assistência ambulatorial em onco-hematologia ao integrar às ações educativas conduzidas pelo enfermeiro e médico especialistas e promover o protagonismo do paciente no cuidado e otimização da gestão de efeitos adversos.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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