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Vol. 47. Núm. S3.
HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo
(Outubro 2025)
Vol. 47. Núm. S3.
HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo
(Outubro 2025)
ID – 2396
Acesso de texto completo
LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B EM MAMA: RELATO DE CASO COM COMPLICAÇÃO INFECCIOSA
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JM Schunk, VHSdA Ribeiro, LA Araújo, CMSA Rodrigues, KV Braga, TA Gomes, AB Paulo, JTD Souto Filho
Faculdade de Medicina de Campos, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil
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Vol. 47. Núm S3

HEMO 2025 / III Simpósio Brasileiro de Citometria de Fluxo

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Introdução

O Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) é um subtipo de Linfoma Não Hodgkin (LNH) de alto grau, caracterizado por comportamento agressivo e predominante acometimento linfonodal. No entanto, pode apresentar-se de forma extranodal, sendo o envolvimento da mama uma manifestação rara, responsável por menos de 0,5% de todos os LNH e por menos de 1% das neoplasias mamárias. Nesses casos, a evolução clínica pode ser rapidamente progressiva e, quando associada a infecção secundária, constitui urgência médica.

Descrição do caso

Paciente do sexo feminino, 58 anos, admitida em unidade hospitalar com mastalgia em mama esquerda, irradiada para o membro superior ipsilateral, associada a eritema, edema e febre. Negava comorbidades relevantes, antecedentes familiares de neoplasia, tabagismo ou etilismo. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, normocorada, hidratada, afebril, com frequência cardíaca de 133 bpm, saturação de oxigênio de 98% e pressão arterial de 140×90 mmHg. A mama esquerda apresentava aumento volumétrico, lesão única endurecida, eritematosa e edemaciada. Diante da hipótese de infecção secundária ao leito tumoral, iniciou-se antibioticoterapia empírica com ceftriaxona e clindamicina. O histórico clínico revelou aumento progressivo da mama esquerda há cerca de oito meses, tendo realizado mamografia (BI-RADS 0) e ultrassonografia (BI-RADS 4). Foi submetida a biópsia mamária, cujo resultado confirmou o diagnóstico de LDGCB, estádio IVB. Instituiu-se quimioterapia com esquema R-CHOP (rituximab, ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona), com boa tolerância clínica e resposta inicial favorável. A paciente segue em acompanhamento onco-hematológico regular.

Conclusão

O caso reforça a necessidade de incluir o linfoma no diagnóstico diferencial de lesões mamárias atípicas e de rápida evolução. A presença de infecção sobreposta demanda reconhecimento imediato e antibioticoterapia empírica direcionada, visando controlar o quadro infeccioso e permitir a continuidade do tratamento oncológico. A intervenção precoce, associada à abordagem multidisciplinar, foi determinante para o desfecho favorável.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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