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Vol. 45. Núm. S4.
HEMO 2023
Páginas S1-S1006 (Outubro 2023)
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ALOIMUNIZAÇÃO ERITROCITÁRIA EM PACIENTES COM DOENÇA FALCIFORME: DADOS DE HOSPITAL PRIVADO NA CIDADE DO SALVADOR - BAHIA

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CVSC Pimenta, EJ Oliveira, CDES Ribeiro, CLA Rocha
Grupo GSH, Brasil
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Vol. 45. Núm S4

HEMO 2023

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Objetivo

Descrever a incidência de aloimunização em pacientes transfundidos por Doença Falciforme (DF) em serviço privado de Salvador - Bahia.

Material e métodos

Foram incluídos pacientes com DF atendidos exclusivamente pela Agência Transfusional – Grupo GSH (AT-GGSH) em Hospital Privado de Salvador - Ba. Todos os pacientes utilizaram protocolo de fenotipagem eritrocitária. A amostra sanguínea de todos os pacientes estudados foi analisada em Laboratório de Referência em Imuno Hematologia – Grupo GSH para realização de fenotipagem eritrocitária estendida e pesquisa de anticorpos irregulares. Os dados de histórico transfusional foram coletados por meio do sistema RealBlood. O período de estudo foi de janeiro de 2021 a julho de 2023.

Resultados

Dos 30 pacientes com DF incluídos no estudo, 4 foram excluídos por histórico transfusional em outra instituição. Na análise de dados dos 26 pacientes, 52% são do sexo masculino (14), e 50% do sexo feminino (12). Foram realizadas 342 transfusões, sendo 195 em pacientes de 02 a 20 anos (57%) e 147 em pacientes acima de 20 anos (42.9%). Os fenótipos mais prevalentes foram R1r, R0r, Fya, Fyb, Jkb, Jka, Duffy, Kidd e S. Não houve registro de aloimunização nos pacientes transfundidos com protocolo de fenotipagem eritrocitária no período.

Discussão

A doença falciforme é uma patologia genética e hereditária que acomete cerca de 8% da população mundial. Segundo dados da secretaria de Saúde, a incidência da doença falciforme em Salvador - BA é de uma em cada 455 pessoas nascidas anualmente, sendo frequente a necessidade de utilização de estratégias transfusionais. É bem documentado em literatura o benefício da fenotipagem eritrocitária em caso de transfusão nessa população. A incidência de aloimunização varia de 4%‒30%. Em nossa coorte não houve aloimunização dos pacientes analisados no período, mesmo quando não foi possível compatibilizar totalmente o fenótipo. Será a grande prevalência de população de ancestralidade africana um fator protetor? Será a fenotipagem eritrocitária um fator de risco de maior impacto para o desenvolvimento de aloanticorpo?

Conclusão

No recorte apresentado, não houve surgimento de aloimunização, reforçando a diretriz de fenotipagem eritrocitária universal. Novos estudos são necessários para ampliar os dados populacionais e obter informações mais precisas.

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