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Vol. 42. Issue S2.
Pages 232 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 232 (November 2020)
387
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.389
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LINFOMA NÃO-HODGKIN B DE ALTO GRAU COM EXPRESSÃO MYC/BCL6: EXPERIÊNCIA COM PROTOCOLO R-DA-EPOCH
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R.B. Carneiroa, I.C. Scharffb, W.F. Silvab, W.A. Juniorb, I.C. Scharffb, E.V.S. Oliveiraa, A.E. Gauzea, A.N. Oliveirab, E.C.O. Coelhob, R.B.F. Macedob
a Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (FACIMED), Cacoal, RO, Brasil
b Hospital Regional de Cacoal, Cacoal, RO, Brasil
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Introdução: O linfoma não-Hodgkin (LNH) B de Alto Grau corresponde à um subgrupo agressivo e raro do Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) que compartilha características moleculares intermediárias entre o LDGCB e Linfoma de Burkitt (LB). A expressão MYC ocorre em 30 a 60% dos casos frequentemente associadas à translocação de BCL2 e/ou de BCL6. Tais características conferem ao tumor resistência à terapia padrão R-CHOP, alta taxa proliferativa e, consequentemente, pior prognóstico. Objetivos: Relatar a experiência satisfatória com protocolo R-da-EPOCH em LNH de Alto Grau de células B do centro germinativo com expressão MYC/BCL6. Relato de caso: Mulher, 52 anos, sem comorbidades prévias, apresentou perda ponderal de 4 quilos, sudorese noturna, astenia, nodulações em mamas, derrame pleural e linfonodomegalia inguinal com 2 meses de evolução. Ultrassonografia demonstrou nódulos mamários bilaterais Birads 4. Histopatológico de biopsia de linfonodo inguinal evidenciava infiltrado linfoide atípico com imunohistoquímica expressando CD20, CD3, CD5, BCL6, CD10, C-MYC e Ki67 (>95%), biopsias de nódulos mamários bilaterais apresentavam mesmo painel imunohistoquímico, podendo corresponder ao Linfoma de células B de alto grau sem outras especificações, Linfoma B de alto grau com rearranjos de MYC, BCL2 e/ou BCL6 ou Linfoma de Burkit. Apresentava elevação de CA 125 em 327, tomografias com derrame pleural, linfonomogalias intratorácicas, espessamento parietal gástrico, discreta ascite e espessamento de peritoneo irressecável. Biopsia de medula óssea negativa para infiltração linfomatosa, citologia oncótica de líquor com infiltração linfoide atípica, citologia oncótica de líquido pleural negativo para células neoplásicas. Não foi possível realização de FISH (hibridação in situ por Fluorescência). Paciente classificada com IPI de alto risco, evoluiu com síndrome de lise tumoral espontânea pré-quimioterapia, sendo necessário internação em Unidade de Terapia Intensiva e hemodiálise. Após estabilização clínica, recebeu 6 ciclos de quimioterapia com R-da-EPOCH com administração de QT IT em cada ciclo, evoluindo com resolução completa da doença e negativação liquórica após o terceiro mês de tratamento. Segue em resposta completa após 5 meses de término de tratamento. Paciente recusa transplante autólogo de medula óssea. Discussão: Pacientes que apresentam linfomas DGCB com perfil de centro germinativo (CG), clinicamente agressivos, histologia intermediária entre Burkitt e DGCB e/ou duplo expressões para C-MYC, BCL2 ou BCL6 na imunohistoquimica, devem realizar FISH para MYC, BCL2 e BCL6, afim de caracterização quanto o subtipo double ou triple -hit. Essa classificação confere ao linfoma mau prognóstico e tem como característica a infiltração de sistema nervoso central, além de maior resistência aos quimioterápicos. A paciente apresentou expressão MYC/BCL6 com perfil CG, KI-67 (>95%), e devido a apresentação clinica agressiva, com rápida progressão da doença, infiltração em órgãos extra linfáticos, além de infiltração em SNC, e impossibilidade da paciente em realizar FISH, optou-se por conduzir como linfoma de alto grau. O tratamento preconizado é R-da-EPOCH (rituximabe, dose ajustada de etoposídeo, prednisona, doxorrubicina, ciclofosfamida e vincristina). A paciente respondeu bem ao tratamento proposto, com melhora nos exames de imagem, laboratorial e sintomatologia. Atualmente segue em resposta completa em acompanhamento ambulatorial.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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