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Vol. 42. Issue S2.
Pages 6 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 6 (November 2020)
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DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.010
Open Access
ASSOCIAÇÕES E FATORES DE RISCO DA OSTEONECROSE DA CABEÇA FEMORAL NA DOENÇA FALCIFORME: REVISÃO SISTEMÁTICA
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M.P. Leandroa, C.K.C. Sáa, D.P.S. Filhoa, L.A.A. Souzaa, C. Sallesb, M.C.C. Tenorioc, C.L.S.L. Pazc, M.A.A. Matosb
a Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), Salvador, BA, Brasil
b Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Salvador, BA, Brasil
c Faculdade Social da Bahia (FSBA), Salvador, BA, Brasil
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Objetivo: A osteonecrose da cabeça femoral (ONCF) é uma complicação prevalente (com variação de 9 à 37%) e particularmente debilitante na doença falciforme (DF). Pacientes com ONCF podem sofrer colapso ósseo subcondral e consequente osteoartrite precoce que produzem dor e redução acentuada da capacidade funcional do membro, do desempenho escolar e da qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi avaliar evidência sobre os fatores associados e fatores de risco para ONCF na DF. Material e métodos: A revisão sistemática foi baseada na busca e seleção de estudos disponíveis nas bases de dados eletrônicas PubMed, SCIELO, LILACS, BVS. Como descritores, os termos do Medical Subject Headings (MeSH) e do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) correspondentes à “Osteonecrosis”, “Necrosis avascular” and “Aseptic necrosis” and “Femoral head” and “sickle cell disease” and “risk factor” and “predictor”. Diretrizes do PRISMA foram seguidas e feito registro no PROSPERO (nCRD42020166129). Para a avaliação de estudos de Coorte e casos-controle foi adotada a escala Newcastle-Ottawa (NOS) e a escala da Agency for Researchand Quality in Health (AHRQ) para os transversais. Resultados: Foram identificados 241 estudos e, após eliminações por duplicidade ou por não obedecerem critérios de inclusão/exclusão, 12 artigos foram completamente analisados. Três foram estudos com a população norte-americana (Mahadeo et al., 2011; Worrall et al., 2016; Adesina et al., 2017), 3 com kuwaitianos (Adekile et al., 2001; Marouf et al., 2003; Adekile et al., 2018), 2 com brasileiros (Matos et al., 2012; Matos et al., 2016), 1 com guadalupianos/franceses caribenhos (Mukisi-Mukaza et al., 2011), 1 com sauditas (Padmos et al., 1995), 1 com nigerianos (Akinyoola et al., 2009) e 1 com tunisianos (Chaouch et al., 2015). As amostras variaram de 30 a 6.237 sujeitos, sendo 7.531 o número total incluídos no estudo, desde pacientes pediátricos até idosos. Os fatores de risco mais evidentes foram a gravidade da DF e a síndrome torácica aguda (STA). Como resultado de estudos de moderado nível de qualidade, pressão arterial sistólica (PAS) acima de 115mmHg, peso corporal, trauma prévio, taxa de hemoglobina/hematócrito (Hb/HCT) acima de 0,33 e número de hospitalizações puderam ser destacados. Outros, como os genótipos de TA do rs267196 e AG do rs267201da BMP6 (polimorfismos) e gênero masculino, também foram associados em estudos de menor qualidade. Discussão: Numa coorte retrospectiva com alto nível de qualidade, Adesina et al. (2017) avaliaram o risco de ONCF em 6.237 indivíduos falcêmicos e observaram que em pacientes com menos de 27 anos de idade, cerca de 22% tiveram ONCF; 23% dos indivíduos já haviam sido submetidos a artroplastia de quadril até 36 anos. Indivíduos classificados como afetados por doença mais avançada/grave e com história de STA tiveram um risco maior de ONCF. Conclusão: Os fatores de risco para ONCF na DF mais evidentes foram a gravidade da doença e a síndrome torácica aguda. PAS acima de 115mmHg, maior peso, trauma prévio, taxa de hemoglobina/hematócrito (Hb/HCT) acima de 0,33 e número de hospitalizações foram associados. Para melhor elucidação devem ser realizados novos estudos com maior rigor metodológico, maiores amostras e em diferentes raças.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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