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Vol. 42. Issue S2.
Pages 190 (November 2020)
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ASSOCIAÇÃO ENTRE EPISÓDIOS DE EXACERBAÇÃO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) E PARÂMETROS DO PLAQUETOGRAMA
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S.B. Wieselberg, E. Fiss, V.A.Q. Mauad
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
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Introdução: A DPOC é uma enfermidade respiratória progressiva e irreversível, causada primariamente pelo tabagismo e que cursa com exacerbações recorrentes. Estudos recentes apontam uma possível associação entre tais episódios e a trombocitose, revelando uma eventual importância em investigar os parâmetros plaquetários como marcadores de severidade da doença pulmonar. Objetivo: Comparar parâmetros plaquetários (contagem sérica e volume plaquetário médio), dados espirométricos (VEF1/CVF pré e pós broncodilatador) e respostas do Questionário Respiratório do Hospital Saint George de qualidade de vida (SGRQ) - em especial a questão que diz respeito ao número de eventos respiratórios desagradáveis nos últimos três meses -, entre pacientes com DPOC. Métodos: Trata-se de uma coorte transversal com pacientes do Ambulatório de Reabilitação Pulmonar da FMABC acima de 40 anos de idade, de ambos os gêneros e com diagnóstico prévio de DPOC. A presença de outra doença pulmonar foi um critério de exclusão. Para variáveis paramétricas foi feita a correlação linear de Pearson e para variáveis não paramétricas foi feito o teste de Spearmen, ambas representadas por gráficos de regressão linear. Resultados: A análise transversal dos dados revelou uma tendência de associação entre o aumento do número de eventos desagradáveis nos últimos três meses e maiores valores de VPM, pelo teste de Spearmen 0.292 com p = 0.085. Ademais, foi encontrado maior contagem plaquetária em pacientes com maiores valores de VEF1/CVF pós-broncodilatador, com tamanho de efeito 37.55% e p = 0.031. Discussão: O quadro inflamatório sistêmico e hipoxêmico instaurado na DPOC tem influência sobre a megacariocitopoese, promovendo aumento do turnover plaquetário e do VPM. O VPM é um marcador de ativação plaquetária que responde aos mesmos estímulos geradores da trombocitose, e que pode, potencialmente, preceder alterações espirométricas. Dessa forma, o VPM pode ser considerado um índice mais sensível que a contagem plaquetária, sendo assim utilizado como um marcador precoce de severidade pulmonar facilmente analisado no exame hematológico de rotina. Conclusão: Conclui-se, portanto, que a avaliação dos parâmetros plaquetários (contagem sérica e VPM) pode ser importante no curso e prognóstico da DPOC, apresentando relação direta com os seus critérios de gravidade. Ademais, este estudo sugere que a mensuração do VPM possa ser abordada no cenário de novos estudos multicêntricos.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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