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Vol. 42. Issue S2.
Pages 20-21 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 20-21 (November 2020)
32
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.033
Open Access
ANEMIA NA GESTAÇÃO: DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO
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L.P. Silva, J.C.S. Lóss, F.L.F. Teixeira
Universidade Iguaçu (UNIG), Nova Iguaçu, RJ, Brasil
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O presente estudo tem por objetivo elucidar e compreender como se dá o diagnóstico e prognóstico da anemia na gestação. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica, a partir dos descritores: Anemia na gestação e diagnóstico da anemia na gestação e prognóstico da anemia, nas bases de dados Scielo, Lilacs e Pubmed. Os Resultados demonstram que cerca de um quarto da população mundial é acometida pela anemia, que constitui um problema global de saúde pública. A etiologia da anemia é multifatorial, podendo ser derivada de patologias genéticas, deficiência da ingestão de micronutrientes (ferro, folato, vitamina B12) ou outras condições que induzem perda ou necessidade aumentada ou absorção diminuída dos mesmos. Outrossim, o diagnóstico caracteriza-se a anemia na gravidez quando os valores de hemoglobina (Hb) forem menores do que 11g/dL e hematócrito (Hct) for menor do que 33% no 1° e no 3° trimestres da gravidez; Hb menor do que 10,5g/dL e Hct menor do que 32% no 2° trimestre, e Hb menor do que 10g/dL no puerpério. Com relação ao diagnóstico, deve-se observar o hemograma e ferritina na 1ªconsulta (pré-conceção e/ou 1° trimestre), às 24-28 semanas e no 3°trimestre; eletroforese da hemoglobina para diagnóstico de hemoglobinopatias, na presença de microcitose (mesmo sem anemia) na pré-conceção e/ou 1° trimestre ou perante certas etnias ou história familiar. Ademais, mesmo que não haja consenso de que a suplementação universal e sistemática da mulher grávida com ferro melhore os desfechos maternos e neonatais, a OMS e outras entidades defendem a suplementação universal das grávidas, já que foram constatadas alterações hematológicas fisiológicas na gravidez, havendo aumento das necessidades de ferro (Clode et. al., 2020). Ressalta-se que a elevada prevalência destas patologias na gravidez é consequência do alto número de mulheres com dietas inadequadas e ausência de suplementação pré-natal de micronutrientes. Ocorre que a necessidade de aumentar o conhecimento e instituir práticas de prevenção, diagnóstico precoce, orientação e tratamento desta condição se dá pelo impacto da anemia na saúde materna e perinatal aumentar o risco de restrição do crescimento fetal, parto pré-termo, prematuridade e défices cognitivos no recém-nascido. Conclui-se que há dificuldades na determinação de um consenso no que diz respeito à terapêutica com impacto mais benéfico a nível preventivo e sintomático, devido à variedade de formulações estudadas na prevenção e tratamento da anemia, os valores de hemoglobina considerados limite para introdução de terapêutica transfusional, e as múltiplas evidências contraditórias com relação às diferenças de eficácia, segurança e tolerabilidade em trimestres particulares da gravidez (Viegas, 2019).

Referências

1. Areia AL, Nogueira-Silva C, Serrano F, Mairos J, Guimarães M, Clode N. Anemia na gravidez e no puerpério Normas de Orientação da SPOMMF. Acta Obstet Ginecol Port vol.13 no.2 Coimbra jun. 2019. 2. Viegas MV. Anemias e gravidez: Diagnóstico, Orientação e Tratamento. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina, 2019.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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