Introdução: A pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), com sua alta morbi-mortalidade, tem impulsionado um movimento de busca de tratamentos seguros e eficazes. Dentro deste contexto, a utilização de imunização passiva tem ganhado importância. O Plasma imune ou “convalescente” (PC), refere-se ao plasma que é coletado de indivíduos após a resolução da infecção e desenvolvimento de anticorpos. Além de já ter sido utilizado nas epidemias de Ébola e H1N1, a administração de PC para os pacientes enfermos por SARS-CoV-2, tem sido relatado em alguns estudos, com ocorrência de melhora de parâmetros clínicos e laboratoriais. A não padronização deste produto e o conhecimento incipiente sobre este agente, traz uma séria de obstáculos que devem ser suplantados. O recrutamento, a elegibilidade do doador e a pesquisa e quantificação dos anticorpos, são alguns deles. Não se sabe até o momento qual a concentração de anticorpos necessárias no PC, para que possa ser minimamente efetivo. O Food and Drugs Administration (FDA), preconiza que seja realizada pesquisa de anticorpos contra SARS-CoV-2 e sugere utilização de doadores que tenham título de anticorpos neutralizantes acima de 1/80. A pesquisa de anticorpos neutralizantes é um teste de pouco acesso na práticas clínica. Estudos tem sido feitos para correlacionar resultados de Elisa e/ou Quimioluminêscência com a presença e títulos de anticorpos neutralizantes. Neste estudo, descrevemos a experiência utilizando o teste de pesquisa de anticorpos SARS-CoV-2 (Abbott) com leitura de densidade óptica correlacionada com títulos acima de 1/80 de anticorpos neutralizantes. Objetivo: Realizar a qualificação de doadores quanto a existência e intensidade de anticorpo SARS-CoV-2 IgG em doadores de sangue, a fim de fornecer terapêutica potencialmente eficaz de PC para o tratamento da COVID-19. Materiais e métodos: Foram realizados 459 testes de titulação SARS-CoV-2 IgG em doadores de sangue do grupo H.Hemo. Os doadores testados eram homens ou mulheres nulígestas, que atendiam aos critérios para doação de sangue, com exame confirmatório da SARS- CoV-2 e no mínimo 30 dias de resolução dos sinais e sintomas da doença . As amostras foram coletadas em duas situações: coleta somente de exames para pesquisa e qualificação do doador para posterior doação de plasma convalescente por aférese, ou coleta de doação de sangue total e amostras para titulação do plasma fresco congelado. Resultados: Dos 459 testes realizados, 333 (73%) apresentaram resultados positivos para IgG. Destes, 222 (66%) foram considerados qualificados para doação de plasma convalescente, pois apresentaram leitura de densidade óptica maior ou igual à 3,5. Este número representa somente 47% do total de exames realizados. Conclusão: O desenvolvimento da doença COVID-19 isoladamente não representa um critério seguro para qualificação de doadores de plasma convalescente, uma vez que foram identificados pacientes com títulos baixos e até negativos de anticorpo no plasma de doadores em mais de 50% dos candidatos.
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