Objetivo: Analisar a qualidade de vida relacionada à saúde de crianças e adolescentes com doença falciforme (DF). Material e métodos: Estudo transversal realizado com 97 pacientes na faixa etária entre cinco e 18 anos com diagnóstico clínico e laboratorial de DF, de ambos os sexos, atendidos no Hospital de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco. Foram aplicados os questionários Pediatric Quality of Life Inventory, versão 4.0 – relato da criança/adolescente. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo feminino (76,3%), apresentava anemia falciforme (89,7%) e de etnia parda (59,8%). Houve associação significativa na dimensão psicossocial entre a faixa etária 5 a 7 (72,10) e de 8 a 12 anos (p ≤ 0,05), esta última com um pior score de qualidade de vida (65,36). Em relação ao sexo, as únicas diferenças significativas ocorreram na faixa etária de 13 a 18 anos na variável de dimensão física e na média das dimensões, sendo as médias nos dois casos mais elevadas no sexo feminino do que no masculino (70,89 x 56,88 na dimensão física e 71,72 x 59,77 na média das dimensões). Discussão: Nesse estudo houve diferença significativa na variável dimensão psicossocial entre as faixas etárias de 5 a 7 anos e 8 a 12 anos, sendo esta a que apresentou a média menos elevada (65,36). Em contrapartida, um estudo identificou que não houve associação significativa entre as faixas etárias em nenhuma dimensão (Menezes et al., 2013). Porém, todas as dimensões encontraram-se com escores diminuídos de qualidade de vida, em concordância com a presente pesquisa (Menezes et al., 2013). A literatura relata que a média da qualidade de vida em crianças com DF na faixa etária de 8 a 12 anos foi de 60,7 (Oliveira et al., 2017). Isso mostra que a DF está relacionada a limitações nos diversos aspectos da qualidade de vida relacionada à saúde, com destaque para os físicos, sociais, emocionais e escolares (Menezes et al., 2013). Estudos relataram que crianças e adolescentes que vivem com DF tem menor qualidade de vida relacionada à saúde em comparação com seus pares saudáveis (Kambasu et al., 2019; Bakshi et al, 2017). Um estudo com 963 jovens relatou que a média de qualidade de vida, sem uma condição médica aguda ou crônica, variou de 78,63 a 87.42 (Varni et al., 2001). Na presente pesquisa a média das dimensões nos pacientes com DF de acordo com a faixa etária variou de 64,85 a 69,23, demonstrando que esses pacientes apresentam a qualidade de vida pior quando comparados a pessoas saudáveis. No presente estudo ocorreu diferença significativa entre os sexos na faixa etária de 13 a 18 anos na variável dimensão física, sendo a média mais elevada no sexo feminino do que no sexo masculino (70,89 x 56,88). Entretanto, foi visto na pesquisa de Dampier et al. (2016) que o sexo feminino relatou interferência de dor significativamente maior, fadiga, sintomas depressivos e piores escores no domínio do funcionamento físico em comparação com o sexo masculino. Conclusão: A qualidade de vida das crianças e dos adolescentes com DF encontra-se prejudicada, podendo haver interferências negativas de acordo com a faixa etária e o sexo. Assim, fica evidente que é necessária maior atenção a esses pacientes e o acompanhamento precoce por uma equipe multidisciplinar, buscando realizar medidas preventivas e implementar opções de tratamento eficazes que possam melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
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