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Vol. 46. Núm. S4.
HEMO 2024
Páginas S1069 (Outubro 2024)
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PREVALÊNCIA E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS DOADORES DE SANGUE COM SOROLOGIA REAGENTE PARA SÍFILIS NO HEMOCENTRO DE SERGIPE

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JGP Santanaa, MLA Cruza, LPOL Silvaa, MDS Silvab, LAH Marinhob, MAF Portoa,b
a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, SE, Brasil
b Centro de Hemoterapia de Sergipe (HEMOSE), Aracaju, SE, Brasil
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Este artigo faz parte de:
Vol. 46. Núm S4

HEMO 2024

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Objetivo

Com o aumento observado na prevalência de sorologia para sífilis, o presente trabalho teve como objetivo analisar a prevalência e caracterizar o tipo de doador positivo para sífilis que doou no HEMOSE entre os anos de 2012 a 2022.

Materiais e métodos

Aprovado pelo comitê de ética, este é um estudo descritivo exploratório retrospectivo com a utilização de dados de doadores de sangue que constam nos registros do sistema Hemovida.

Resultados

Nestes 11 anos de estudo, 283.246 mil doadores passaram pelo HEMOSE. Destes, 1,4% tiveram teste positivo para sífilis. O ano de 2012 foi o responsável pela maior prevalência (1,97%), equivalente a 11,82% do total de sorologias reagentes, tendo novo aumento em 2022 (1,75%). Em relação ao sexo, estado civil e procedência dos doadores com teste positivo para sífilis, identificou-se que 67,25% com sorologia positiva eram do sexo masculino, que 69,57% eram solteiros e que 44,77% foram do município de Aracaju, dados estes equivalentes aos doadores gerais de sangue. Quanto à idade, houve uma menor prevalência no grupo 1 (0,98%), grupo com idades entre 16 e 30 anos, e uma maior prevalência no grupo 3 (3,54%), grupo representado por maiores de 50 anos, diferindo da população geral de doadores. Em relação ao nível de escolaridade houve uma maior prevalência de positividade no grupo não alfabetizado (3,87%) com queda progressiva de acordo com o grau de escolaridade, sendo a menor prevalência no grupo com ensino superior completo (0,82%), diferindo da população geral de doadores.

Discussão

A prevalência de doadores com sorologia positiva para sífilis esteve praticamente estável nos anos de 2013 a 2019, com aumento em 2022, resultados estes concordantes com os dados do Ministério da Saúde sobre o aumento expressivo de casos em 2021 e 2022. Assim como no estudo de Lúcia, 2019, na Paraíba, o sexo masculino em testes positivos foi o predominante. Quanto à idade evidenciou-se que o grupo com a faixa etária mais elevada apresentou a maior taxa de positividade, estando assim, alinhado ao estudo de Barros et al, 2023, que constatou a tendência crescente da taxa de detecção de sífilis em pessoas dessa faixa etária em todo o território brasileiro. Outro dado que chamou atenção foi a escolaridade, com uma correlação inversa entre nível de escolaridade e positividade, concordando com a literatura nacional, que mostra padrões de acometimento relacionados com a falta de conhecimento e educação. Em relação ao município de origem, o maior quantitativo foi na capital e em municípios mais próximos ao HEMOSE, sendo o fato possivelmente explicado pela maior quantidade de doadores provenientes dos mesmos.

Conclusão

Embora estratégias governamentais para prevenção de doenças infecciosas tenham sido traçadas, observou-se que houve aumento nas sorologias reagentes para sífilis no último ano da análise, sendo que os mais acometidos foram os com maior idade e menor nível de escolaridade. Nesse contexto, estratégias focadas na expansão de campanhas educativas são essenciais para segurança no processo de doação de sangue e saúde pública.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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