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Vol. 46. Núm. S4.
HEMO 2024
Páginas S1209 (Outubro 2024)
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O CORREIO ELEGANTE COMO INSTRUMENTO DE CUIDADO PSICOLÓGICO EM UNIDADE DE INFUSÕES

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H Chiattone, S Burger, MA Shimizu, RI Sato
Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), São Paulo, SP, Brasil
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Quando o adoecer provoca a transformação dos contextos de vida e seu consequente esvaziamento, seja por questões clínicas que limitam o cotidiano e/ou devido a dimensões psicossociais e espirituais, a implantação de ferramentas psicológicas nas unidades do Hospital, revestem-se em um importante recurso de ajuda, por resgatar capacidades, instigando recursos de enfrentamento do adoecer a pacientes e familiares. Em associação aos processos de avaliação e acompanhamento psicológico individual, temos oferecido processos preventivos nas Unidades de Infusões de nossa instituição, por apresentar a vantagem operacional de atingir um número maior de pacientes em tratamento e seus acompanhantes. As Unidades de Infusões constituem-se em espaços nos quais os comportamentos presentes podem ser experienciados e novos comportamentos experimentados, em consonância com a teoria de crise delineada pelo diagnóstico e tratamento oncológico. Este trabalho objetiva apresentar o Programa Correio Elegante, como processo integrado, planejado e sistematizado em Unidade de Infusões, em hospital de oncologia pediátrica. A atividade é desenvolvida semanalmente, nas Unidades de Infusões, alternando-se o período para maior abrangência dos participantes. No período de janeiro a junho de 2024, 93 cartas foram trocadas entre pacientes, familiares e equipes de saúde, com a participação de 52 pacientes. Dentre os acompanhantes houveram em sua maioria mães, seguido de pais, irmãos e avós. O Correio Elegante em Unidade de Infusões é um instrumento caracterizado como intervenção breve em seu formato, em tarefa que se pretende adaptativa e de suporte, utilizando técnica focal. Constatamos que por reunir pacientes e/ou acompanhantes em torno de uma mesma demanda, há um melhor entendimento e aceitação entre os participantes, a partir de suas próprias vivências. A curto prazo, essa coesão costuma propiciar melhores resultados psicológicos pois constata-se que as vivências advindas da troca de mensagens e cartas na Unidade, estimulam mecanismos de enfrentamento positivos, permitindo que os participantes vivenciem suas experiências do adoecer e hospitalização, de forma menos conflituosa, referenciando importante função preventiva de risco. Constatamos pelos conteúdos das mensagens que pacientes e familiares, reunidos em torno da dor psicológica do adoecer, sentem-se identificados e unidos, compartilham das mesmas angústias e esperanças, limitações e recomendações, complementando o clima de coesão e apoio necessário para o melhor enfrentamento do adoecer.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy
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