Objetivo: Verificar alterações hematológicas de uma paciente diagnosticada com leucemia linfoide aguda (LLA), bem como a evolução da patologia. Metodologia: Para este relato foram coletados os dados do prontuário eletrônico Tasy®, referentes ao período de internação e acompanhamento da paciente. Relato do caso: Paciente mulher, com 56 anos de idade, deu entrada no HUOP após encaminhamento da cidade de Quedas do Iguaçu. Relata cefaleia anterior, mal-estar generalizado e presença de hematomas e equimoses no corpo. Possui histórico de equimoses e plaquetopenia. O hemograma apresentou uma hemoglobina de 7,4 g/dL, leucometria global de 10.480 mm3 (5.659 blastos/mm3, 838 segmentados/mm3, 3.773 linfócitos/mm3, 105 monócitos/mm3 e 105 eosinófilos/mm3) e uma contagem de plaquetas de 8.600 mm3. Demais exames apresentaram resultados não alterados. Paciente prontamente encaminhada ao hospital de referência com suspeita de leucemia mieloide aguda (LMA). Realizado mielograma e constatato 76% de blastos. Imunofenotipagem confirmou o diagnóstico de leucemia linfoide aguda LLA de células B, com pesquisa do cromossomo Philadelphia BCR-ABL negativo. Início de quimioterapia segundo protocolo GMALL, porém, sem resposta. Paciente evolui com pancitopenia e choque séptico, falecendo um mês após o diagnóstico. Discussão: A leucemia linfoide aguda (LLA) é uma doença genética que ocorre pela proliferação descontrolada e consequente acúmulo de células linfoides imaturas no tecido hematopoiético, levando a substituição de células normais por células neoplásicas. É mais frequente na população infantil (5–10 anos), voltando a ser frequente na população idosa. Não é comum na população adulta, sendo bem agressiva e menos responsiva à quimioterapia quando comparado a população pediátrica. O prognóstico da LLA é determinado pela idade, pelo imunofenótipo (LLA pró-B, B comum, pré-B, B madura ou de linhagem T) e pelas alterações citogenéticas (translocação TEL-AML1 associado a um bom prognóstico e translocação BCR-ABL associado a um pior prognóstico). Ela normalmente se apresenta juntamente a um quadro de anemia, trombocitopenia e dependente do caso, pode ocorrer uma leucocitose severa, se manterem normais ou apresentar uma leucopenia (que também pode ocorrer após a quimioterapia). As alterações ocorrem devido a incapacidade da medula em liberar células normais na circulação, devido ao fato de estar repleta de clones leucêmicos. Possui uma evolução agressiva, principalmente se não diagnosticada e tratada precocemente, refletida diretamente nos resultados dos exames. Muito frequente é a presença de infecção em paciente com leucemia aguda, sendo a principal causa de óbito nesses pacientes. Conclusão: A leucemia linfoide aguda é uma leucemia muito agressiva na população adulta e pouco responsiva à quimioterapia, com evolução muito rápida, em questão de semanas e/ou meses. Desta forma, é fundamental o diagnóstico rápido e preciso da doença, de modo a se avaliar e iniciar o mais rápido possível o tratamento mais adequado.
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