Sugestões
Idioma
Informação da revista
Vol. 43. Núm. S1.
Páginas S1-S546 (Outubro 2021)
Vol. 43. Núm. S1.
Páginas S1-S546 (Outubro 2021)
Open Access

FREQUÊNCIA DO TRAÇO FALCIFORME EM DOADORES DE SANGUE

Visitas
3303
TLS Sautchuk, A Kaliniczenko, C Milani, SHNW Penteado, JO Martins
Universidade Paulista (UNIP), São Paulo, SP, Brasil
Este item recebeu

Under a Creative Commons license
Informação do artigo
Suplemento especial
Este artigo faz parte de:
Vol. 43. Núm S1
Mais dados
Introdução

A doença falciforme é uma enfermidade hereditária monogênica, caracterizada como um problema de saúde pública mundial e possui um impacto significativo na morbimortalidade dos indivíduos que possuem a doença. A hemoglobina falciforme (HbS) ocorre devido a presença da mutação pontual, a presença da mutação em homozigose leva a anemia falciforme (HbSS), já em heterozigose corresponde ao traço falcêmico (HbAS). A presença do traço falciforme caracteriza indivíduos assintomáticos que não desenvolvem a doença falciforme, entretanto esses indivíduos devem receber orientações adequadas como o aconselhamento genético. Além do aconselhamento genético, a detecção do traço falciforme deve ser realizada afim de evitar complicações futuras ao portador dessa alteração genética.

Objetivo

Realizar um levantamento bibliográfico para determinar a frequência do traço falciforme em doadores de sangue e abordar a importância do aconselhamento genético nos indivíduos heterozigotos para HbS.

Metodologia

Foi realizada uma revisão sistêmica nas bases de dados online Pubmed, Lilacs, Scielo com palavras-chave em português: “doença falciforme”, “traço falciforme”, “hemoglobina S”, “hemoglobinopatias”, e em inglês: “sickle cell”, “sickle cell trait”, “frequency”. Os dados obtidos através de bases de dados foram apresentados e discutidos em forma de tabela e texto no Microsoft Word.

Resultados

Foram encontrados 21 artigos no período de 2010–2020 que abordam a frequência do traço falciforme na população nacional e internacional. A população internacional apresentou maior frequência de traço falciforme em relação a população brasileira (68,0% vs. 32,0% respectivamente). A respeito do aconselhamento genético, apenas 8/21 (38,1%) dos artigos abordaram o tema “Importância do aconselhamento genético em indivíduos heterozigotos para HbAS”.

Conclusão

A frequência do traço falciforme entre os doadores de sangue da população nacional e internacional no período estudado aproxima-se dos valores já descritos na literatura, portanto, é necessário destacar a necessidade da realização do diagnóstico precoce do traço falcêmico. Considerando a miscigenação nas populações estudadas; esperamos que a realização de programas de aconselhamento genético alcance todos os indivíduos portadores da doença falciforme.

O texto completo está disponível em PDF
Baixar PDF
Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Opções de artigo
Ferramentas