A pandemia de COVID-19 trouxe manifestações clínicas e laboratoriais inusitadas de um quadro viral até então desconhecido. Uma dessas manifestações clínicas relacionadas a uma determinada alteração laboratorial são os eventos de trombose e elevação do D-dímero que vem sendo alvo de investigação científica a fim de melhorar o entendimento, bem como o tratamento e manejo clínico desses pacientes. Relatam-se seis casos de pacientes com infecção confirmada, através de swab de orofaringe, de COVID-19 e elevação do d-dímero. Três pacientes do sexo masculino (78a, 79a e 86a) e três pacientes do sexo feminino (63a, 64a e 79a) foram acompanhados. Em relação às comorbidades, apenas dois pacientes possuíam hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Durante a evolução clínica, todos os seis pacientes foram admitidos em serviços hospitalares, apresentaram necessidade suplementar de oxigênio terapia, porém não foram submetidos à ventilação mecânica e não precisaram de cuidados de terapia intensiva, porém quatro deles apresentaram infecção respiratória bacteriana associada a uso de antibióticos endovenosos. Não houve casos de diarreia ou outras alterações clínicas como eventos de trombose. Em relação a alterações laboratoriais, houve discreta leucocitose em dois casos, sem alterações de função renal, função hepática, com elevação de PCR e D-dímero (todos os seis casos com > 6x do normal do valor do D-dímero). Durante o internamento, todos foram submetidos a uso de corticosteroide e a anticoagulação profilática com heparina de baixo peso molecular e foram mantidos sob anticoagulação durante 20 dias pós alta hospitalar, com posterior resolução da elevação dos valores de D-dímero. Esta elevação de D-dímero na literatura cientifica vigente para pacientes com COVID-19 vem sendo atribuída a intensa reação inflamatória da infecção viral, bem como há relatos que durante a infecção do COVID-19, há maior eventos de trombose, o que piora em muito o prognóstico e eleva a mortalidade dos pacientes. Em relação à permanência da anticoagulação profilática pós evento infeccioso, ainda há controvérsias na manutenção, porém o que vem sendo observado em muitos pacientes é a permanência de niveis laboratoriais elevados de D-dímero. Há ainda muito o que se definir sobre decisões em relação ao tratamento da scomplicações trombóticas do COVID-1919 e quais grupos estão realmente sob maior risco e maior morbimortalidade.
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