Objetivos: Identificar os fenótipos Duffy em doadores de sangue RhD-fraco e RhD negativo C e/ou E positivos provenientes das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-oeste do Brasil e associá-los com variantes de Rh. Material e métodos: Foram selecionadas 543 amostras provenientes do biobanco do laboratório Imunolab oriundas de 4 regiões diferentes do Brasil, sendo divididas em 3 grupos. Grupo D-fraco (n=95): amostras positivas no teste de confirmação de D-fraco através do método de fase sólida “Capture-R Select” (NEO-Immucor); grupo DCE (n=159): amostras RhD negativo por hemaglutinação em microplaca (NEO-Immucor) e C e/ou E positivas na fenotipagem por hemaglutinação em microplaca (NEO-Immucor); grupo controle (n=289): amostras RhD positivo das mesmas regiões das amostras selecionadas dos outros grupos. Todas as amostras foram testadas para os antígenos Fya e Fyb por hemaglutinação em gel com soroclones específicos (Fresenius Kabi). Resultados: De 543 amostras, encontramos 39/543 (7%) com o fenótipo Fy(a-b-) sendo 14/39 (36%) do grupo controle e 25/39 (64%) dos grupos D-fraco e DCE; Fy(a+b-) foram 116/543 (21%), sendo 61/116 (52%) do grupo controle e 55/116 (47%) dos grupos experimentais; do fenótipo Fy(a-b+) encontramos 190/543 (35%) com 113/190 (59%) do grupo controle e 77/190 (40%) dos outros grupos; o fenótipo Fy(a+b+) foi encontrado em 198/543 (36%) sendo 101/198 (51%) o grupo controle e 97/198 (49%) dos demais grupos. Dos fenótipos Fy(a-b-), 17/39 (43%) eram da região nordeste, 16/39 (41%) da região sudeste, 3/39 (8%) da região sul e 3/39 (8%) da região centro-oeste; dos fenótipos Fy(a+b-) 30/116 (26%) foram encontrados no nordeste, 50/116 (43%) sudeste, 24/116 (21%) sul e 12/116 (10%); dos fenótipos Fy(a-b+) 34/190 (18%) nordeste, 79/190 (41%) sudeste, 53/190 (28%) sul e 24/190 (13%) do centro-oeste; o fenótipo Fy(a+b+) foi encontrado em 38/198 (19%) doadores da região nordeste, 83/198 (42%) na região sudeste, 51/198 (25%) na região sul e 26/198 (13%) na região centro-oeste. Discussão: O fenótipo Fy (a-b-) ou Duffy null é encontrado mais frequentemente em indivíduos de origem africana. Esses apresentam também com mais frequência alelos variantes de Rh, que podem estar presentes em indivíduos D-fraco e D-negativo C/E positivo. Os doadores com variantes de Rh são de extrema importância na medicina transfusional. Os resultados apresentados mostram a distribuição dos fenótipos Duffy de 3 grupos diferentes em 4 regiões do Brasil, sendo que o fenótipo Duffy null foi encontrado em 4,6% (25) doadores dos grupos que podem ter mutação em RH contra 2,5% (14) doadores do grupo controle que provavelmente não apresentam mutação em RHD e RHCE, nos sugerindo uma possível associação entre variantes de Rh e o fenótipo Duffy. As regiões nordeste e sudeste foram onde encontramos mais doadores Fy(a-b-), provavelmente pela maior miscigenação e descendência africana. Conclusão: O conhecimento e associação entre variantes Rh, outros fenótipos de grupos sanguíneos e a região do país onde são encontrados pode auxiliar na busca e determinação de fenótipos Rh raros que não são caracterizados sorologicamente e futuramente permitir a formação de um banco de doador raro a nível nacional. Mais testes serão feitos e amostras coletadas para concluir o estudo.
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