Objetivos: Mapear o perfil fenotípico do sistema RH dos pacientes onco-hematológicos atendidos no Hospital Municipal Vila Santa Catarina (HMVSC) entre o período de Janeiro de 2019 à Julho de 2020. Material e métodos: Levantamento retrospectivo, baseados nos registros internos do Departamento de Hemoterapia e análise de pesquisas bibliográficas. Foram mapeados os pacientes com diagnósticos onco-hematológicos de Linfomas, Leucemias, Mielomas Múltiplos e Anemia Falciforme. Entre os quais foram realizados exames imunohematológicos de fenotipagem sanguínea ABO e Rh para os antígenos D; C; E; c; e; Cw; durante o período de janeiro de 2019 a julho de 2020. Resultados: Foram analisados 41 pacientes dentro dos critérios pré-estabelecidos para participação no estudo. Entre os incluídos, 13 foram diagnosticados com Linfoma de Hodgkin, 02 com Anemia Falciforme, 18 com Linfoma Não Hodgkin, 02 com Leucemia Mielóide Crônica e 06 com Mieloma Múltiplo. Do Total, 35 pacientes apresentaram fenótipo RhD positivo, totalizando aproximadamente 85% dos casos. A prevalência fenotípica dos antígenos Rh encontrados foi de 34,14% de R1r Cw-, 24,39% R2r Cw-, 12,19% de R1R2 Cw-, 7,31% R0r Cw-, 4,87% R2R2 Cw-, 2,43% R1R1 Cw-, 2,43% de r’r Cw- e 12,19% de rr Cw-. Destes, cerca de 85% necessitaram de suporte transfusional, que resultaram em aproximadamente 200 unidades de Concentrados de Hemácias transfundidos no período analisado. Discussão: Sabemos que pacientes com diagnósticos onco-hematológicos são mais suscetíveis à terapia transfusional, o que acaba aumentando a exposição destes a diferentes antígenos eritrocitários, o que pode levar a uma resposta imunológica mediada pela produção de aloanticorpos. Conhecer a prevalência fenotípica do sistema Rh é de extrema importância, tendo em vista que é um dos sistemas sanguíneos com um dos maiores índices de imunogenicidade, e a adoção de protocolos que contribuam com a prevenção de aloimunização, asseguram um suporte transfusional adequado. Os dados demostram que a prevalência do fenótipo RhD positivo nos pacientes estudados e a maior prevalência fenotípica R1r, estão de acordo com achados na literatura. Conclusão: Conhecer o perfil epidemiológico fenotípico dos pacientes com diagnóstico onco-hematológicos é fundamental para a eficiência do gerenciamento de estoque de unidades fenotipadas, captação de doadores, mas principalmente garante a efetividade e segurança do processo transfusional, prevenindo a aloimunização eritrocitária.
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