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Vol. 42. Issue S2.
Pages 467 (November 2020)
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DA FARMÁCIA CLÍNICA EM AMBULATÓRIO DE HEMATOLOGIA
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S.R.C.D. Reis, B.K.L. Duarte, K.B.B. Pagnano, G.O. Duarte, M. Ozelo, E.V. Paula, M.T. Delamain, F.V. Pericole
Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: A Farmácia Clínica (FC) compreende uma área do cuidado que aproxima o farmacêutico do paciente, o torna corresponsável quanto à farmacoterapia junto à equipe multiprofissional na Saúde.

Objetivo: Descrever o primeiro semestre de atendimento da Farmácia Clínica no Ambulatório de Hematologia voltado ao cuidado de pacientes onco-hematológicos.

Métodos: A Farmácia Clínica foi implantada com o intuito de promover agregação e participação do farmacêutico clínico diante da complexidade na assistência aos pacientes onco-hematológicos. Em maio/2019 foi elaborada uma proposta de implantação da farmácia clinica com consultas agendadas em alternância com o atendimento médico. As intervenções quanto à farmacoterapia foram classificadas como: modificar a dose, modificar a frequência de administração ou a duração do tratamento, modificar os horários, iniciar, suspender ou substituir o medicamento, reduzir a baixa adesão não-intencional do paciente, reduzir a baixa adesão intencional do paciente, educar sobre medidas não-farmacológica. O impacto clínico das intervenções foi classificado como: extremamente significante (intervenção que evita a falência de um órgão ou a morte do paciente, e contribui para melhoria importante na efetividade e qualidade assistencial), muito significante (intervenção que aumenta a efetividade e previne toxicidade, e contribui para melhoria importante na qualidade assistencial), significante (intervenção que melhora o cuidado ao paciente e contribui para melhoria na qualidade assistencial).

Resultados: Entre jul/2019 – jan/2020, foram realizadas 400 consultas nas quais em 158 (39,5%) ocorreram as intervenções farmacêuticas. Cento e cinquenta e quatro pacientes necessitaram de intervenção, sendo 48,7% pacientes do sexo masculino, idade mediana de 65 (26–97) anos, polimedicados 29% (≥ 5 medicamentos de uso contínuo sem considerar o protocolo quimioterápico), com diagnóstico de mieloma múltiplo – MM (35,4%), leucemia mieloide crônica – LMC (32,9%), trombocitemia essencial – TE (13,3%), policitemia vera – PV (11,4%) e mielofibrose primária – MP (7%). No primeiro semestre de atendimento foram realizadas 245 intervenções farmacêuticas (1–5 consulta): educar sobre medidas não-farmacológicas (n=66, 26,9%), reduzir a baixa adesão intencional do paciente (n=42, 17,1%), iniciar um novo medicamento (n=33, 13,5%), modificar a dose do medicamento (n=30, 12,2%), suspender um medicamento (26, 10,6%), modificar os horários de uso do medicamento 17 (6,9%), modificar a frequência de administração ou a duração do tratamento (n=15, 6,1%), reduzir a baixa adesão não-intencional do paciente (n=14, 5,7%), substituir um medicamento (n=2, 0,8%).Quanto ao impacto clínico das intervenções: muito significante 177 (72,2%), significante 62 (25,3%), extremamente significante 6 (2,4%). As intervenções que necessitaram de discussão multiprofissional junto ao médico foram 89 (36,3%).

Conclusão: As intervenções realizadas evidenciam a contribuição clínica do farmacêutico enquanto integrante da equipe multiprofissional do cuidado. Tais intervenções voltadas para o uso racional de medicamentos se traduzem em segurança, eficácia e qualidade farmacoterapêutica. A corresponsabilidade no cuidado, fundamentada em protocolos clínicos, contribui para a descentralização do cuidado médico e provê melhora na qualidade da assistência com possibilidade de resolução de problemas relacionados à saúde pelo farmacêutico.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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