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Vol. 42. Issue S2.
Pages 72-73 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 72-73 (November 2020)
120
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.121
Open Access
MODALIDADES FISIOTERAPÊUTICAS NA HEMARTROSE HEMOFÍLICA
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K.A. Araújo, E.L. Silva, D.R.H. Sartorelo
Centro Universitário Euro Americano (UNIEURO), Brasília, DF, Brasil
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Objetivo: A hemartrose representa achado característico na hemofilia, sendo responsável por cerca de 80% das hemorragias, podendo gerar articulações-alvo e degeneração articular, limitações físicas e funcionais. O fisioterapeuta, dentro da equipe multiprofissional especializada, exerce papel na prevenção e tratamento das hemartroses. Desta maneira, se objetivou investigar quais as modalidades fisioterapêuticas são empregadas no tratamento da hemartrose hemofílica. Material e métodos: Revisão integrativa de literatura. Realizaram-se as buscas na Biblioteca Virtual em Saúde, nos meses de abril/maio de 2020, utilizando os descritores “Hemofilia A”, “Fisioterapia”; “Hemartrose” e “Hemophilia A”; “Physical therapy; “Hemartrosis”, combinados. Incluíram-se artigos originais em texto completo, em português e inglês, que versassem sobre modalidades fisioterapêuticas aplicadas na hemartrose hemofílica. Resultados: Utilizando-se as palavras chave em português, foram encontrados 16 artigos. Desse montante excluíram-se 13 estudos: 6 versavam sobre fisioterapia pós-operatória, 2 eram revisões bibliográficas, 4 versavam sobre profilaxia, 1 versou sobre avaliação articular, restando 3 artigos para a amostra. Empregando as palavras chave em inglês, foram encontrados 63 artigos. Desse montante excluíram-se 62 estudos: 25 versavam sobre profilaxia, 9 sobre avaliação articular, 6 eram revisões bibliográficas, 15 versavam sobre fisioterapia pós-operatória e houve duplicação de 7 artigos, restando 1 artigo para a amostra. Dessa forma, 4 artigos compuseram a amostra total. Dos 4 artigos selecionados, 2 foram publicados no periódico Haemophilia. O idioma predominante foi o inglês e as publicações ocorreram de 2011 a 2015. As modalidades fisioterapêuticas citadas foram: cinesioterapia, exercícios aquáticos e eletroterapia (laser e ondas curtas terapêutico - OCT). Discussão: Houve aumento da resistência, força, coordenação e mobilidade com a aplicação de exercícios aquáticos para hemofílicos (Von Mackensen et al., 2012). Corroborando com o achado, Alberton e Kruel (2009) relataram que atividades aquáticas são indicadas pois aumentam a resistência, flexibilidade e força. Dois estudos citaram a cinesioterapia, visando melhora na amplitude de movimento (ADM) e fortalecimento, porém destacando a necessidade de acompanhamento individualizado. Corroborando com os achados, a cinesioterapia é citada no Manual de Reabilitação na Hemofilia (Brasil, 2011), a fim de melhorar sintomas ou restaurar funções comprometidas. Equipamentos eletroterapêuticos como laser de baixa intensidade e OCT pulsado foram aplicados no tratamento de hemartrose, onde ambas modalidades reduziram a dor e aumentaram a ADM articular. De fato, Rodrigues e Petri (2018) referem que os efeitos do laser de baixa intensidade são analgesia, diminuição do edema e efeito antinflamatório pela produção de prostaglandinas. A diatermia por OCT pulsado gera analgesia pelo aquecimento, aumenta o fluxo sanguíneo e a quantidade de macrófagos na área (Starkey, 2017). Conclusão: Os achados mostram diversidade nas modalidades fisioterapêuticas empregadas como a cinesioterapia, exercícios aquáticos, laserterapia e OCT pulsado visando prevenção e tratamento da hemartrose hemofílica, entretanto são poucos os estudos sobre a temática. Necessitam-se mais estudos a fim de criar protocolos fisioterapêuticos de tratamento e prevenção para essa condição, gerando evidências científicas.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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