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Vol. 42. Issue S2.
Pages 252 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 252 (November 2020)
421
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.423
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AVALIAÇÃO DOS PACIENTES COM DOENÇA FALCIFORME EM PROGRAMA DE TRANSFUSÃO DE TROCA NO INSTITUTO HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL
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M.R. Vale, S.M.C. Lira, L.H.A. Ramos, L.G.C. Azevedo, R.S. Vasconcelos, M.C.C. Vasconcelos, C.P. Faria, M.V. Matos
Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília, DF, Brasil
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Objetivos: Avaliar o controle de hemoglobina S e ferritina dos pacientes do programa de transfusão de troca do serviço de hemoterapia do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF). Material e métodos: Revisão de prontuários de pacientes do IHBDF. Resultados: Pacientes com doença falciforme tem indicação de transfusão de troca de maneira regular para profilaxia primária ou secundária de acidente vascular encefálico, síndrome torácica aguda ou crises vaso-oclusivas recorrentes. Atualmente, existem 44 pacientes em acompanhamento na hemoterapia do IHBDF realizando transfusão de troca regular, sendo 23 (52,2%) mulheres. As indicações para o procedimento são: 32 (76,1%) acidente vascular encefálico, 5 (11,9%) úlcera crônica, um (2,3%) com crise álgica, um com priapismo, um com hipertensão de artéria pulmonar e dois sem dados no prontuário. Destes pacientes, após três meses de coleta de exames, os resultados de hemoglobina S variaram de 22,8 a 77,6% com média de 59,8%, mediana 59%, sendo que dois pacientes tiveram valor menor que 40; 47,6% dos pacientes com valor acima de 60 e sete pacientes com valor acima de 70. O resultado de ferritina variou de 88 a 12.905 mg/dL com média de 2495, mediana 1082, sendo vinte e dois pacientes (55%) com valores acima de 1.000. Discussão: Os pacientes com indicação de transfusão de troca para profilaxia secundária no serviço de hematologia e hemoterapia do IHBDF estão em sua grande maioria com controle irregular de suas doenças, o que aumenta o risco de novas complicações agudas ou crônicas. Por este motivo foi realizada avaliação das causas para o controle ineficaz dos procedimentos e aventadas possíveis causas, como: o procedimento realizado com baixo volume de troca realizado (média a troca ocorre com menos de 20% da volemia sanguínea); alguns pacientes com dificuldade para comparecimento nos procedimentos; uso irregular das medicações de controle ou falta de acompanhamento regular com médico assistente; dificuldade de liberação de uma maior quantidade de bolsas de concentrado de hemácias para procedimento decorrente do estoque escasso no Distrito Federal. Conclusão: Os pacientes com anemia falciforme estão com controle ineficaz de seus índices mesmo com a transfusão de troca. Após a avaliação dos resultados deste estudo foi proposto transfusão de troca com maior volume trocado, regularidade do procedimento, seguimento com equipe multidisciplinar dos pacientes. Os dados de resposta serão posteriormente avaliados e comparados.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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