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Vol. 42. Issue S2.
Pages 449 (November 2020)
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APLICAÇÃO DA FARMACOGENÉTICA NA HEMATOLOGIA: UMA ANÁLISE DOCUMENTAL POR MEIO DOS PROTOCOLOS DA U.S FOOD AND DRUG ASSOCIATION
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E.E. Macedo, W.R. Silva, A.T. Oliveira
Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, PI, Brasil
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Objetivos: O estudo da farmacogenética está relacionado a um aprimoramento das medidas terapêuticas, uma vez que sua adoção cria uma medicina mais específica para cada indivíduo. A depender do genótipo, o paciente pode receber doses variáveis do medicamento, ou mesmo ter o protocolo terapêutico completamente mudado (FDA, 2018). Este estudo visa, avaliar a importância da aplicação de protocolos farmacogenômicos frente aos distúrbios hematológicos. Materiais e métodos: Trata-se uma análise quali-quantitativa dos protocolos de Biomarcadores Farmacogenômicos na Rotulagem de Medicamentos. Esse documento foi elaborado e disponibilizado pela U.S Food and Drug Administration (FDA).Resultados: A FDA lista 404 marcadores estabelecidos para protocolos farmacogenéticos, dos quais 26 são direcionados a enfermidades de cunho hematológico. Dentro da área da hematologia, as condições pelas quais esses medicamentos são prescritos são principalmente por trombocitopenia, hemoglobinopatia e anticoagulantes. A maior parte está relacionada ao tratamento de trombocitopenias, correspondendo a 68,2% de todos os protocolos citados em hematologia. Esses medicamentos são relacionados a vários biomarcadores diferentes, sendo os mais recorrentes o F2 (pré-trombina), F5 (Fator V de Leiden), PROC, PROS1, SERPINC1 (antitrombina III) e CYP2C9. Dentre do tratamento das trombocitopenias, o Avatrombopag foi relacionado a seis diferentes biomarcadores. O seu uso deve ser evitado em pacientes com doença hepática crônica e em quem apresentar algum tipo de trombofilia, pois em ambas as situações o risco de um evento trombótico é aumentado. Dentro dos anticoagulantes, a Varfarina corresponde a 15,4% dos marcadores hematológicos, possuindo correlação com polimorfismos nos genes VKORC1, PROC, PROS1 e CYP2C9. Em relação a CYP2C9 e ao VKORC1, são determinados como essenciais para avaliação da melhor dose inicial, uma vez que a depender do genótipo do indivíduo ele pode ser mais sensível a ação do medicamento necessitando de uma dosagem menor. Pacientes que possuem alteração na expressão da Proteína C ou de seu cofator foram relacionados a eventos de necrose tecidual com a administração de Varfarina, nesse caso a aplicação de Heparina em associação reduz este efeito colateral nestes pacientes. Discussão: Estudos mostram que a adoção da famacogenética melhorou sobretudo as duas primeiras semanas do uso de Varfarina, onde indivíduos mais sensíveis apresentavam um excesso de anticoagulação e grupos guiados por essa abordagem fizeram a utilização de doses menores do fármaco, melhorando assim o tratamento (Zambon et al., 2018). Entretanto, há algumas lacunas a serem preenchidas onde a maior parte dos estudos concentra-se na população caucasiana, necessitando de mais estudos com outras populações (Syn et al., 2018). Vandell e colaboradores (2017) nos mostram que a relação entre CYP2C9 e seus alelos relacionados a uma sensibilidade maior a Varfarina, é mais encontrado em populações europeias do que em africanos ou asiáticos. Conclusão: A análise nos mostra a importância de uma assistência personalizada no intuito de estabelecer um tratamento mais eficaz e com menores efeitos colaterais, aumentando a qualidade de vida do paciente. Entretanto, mais estudos precisam ser feitos afim de obter maiores informações farmacogenômicas sobre a resposta de diferentes populações.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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