Journal Information
Vol. 42. Issue S2.
Pages 1 (November 2020)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 42. Issue S2.
Pages 1 (November 2020)
DOENÇAS DA SÉRIE VERMELHA: ANEMIAS HEMOLÍTICAS1
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.002
Open Access
ANÁLISE DA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE AS ANEMIAS FALCIFORME E FERROPRIVA
Visits
...
W.R. Silva, G.F. Souza, R.R.S. Carmo, F.M.S. Lima, S.M. Oliveira, P.R.C. Gomes, F.A.R. Coelho, J.A.S.P. Lira, D.P.D. Santos, A.T. Oliveira
Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Parnaíba, PI, Brasil
Article information
Full Text

Objetivos: As anemias carenciais e hereditárias representam uma das maiores causas de morbidade em todo o mundo, tendo um impacto essencialmente maior em países em desenvolvimento como o Brasil. Diante disso, o presente trabalho busca realizar uma análise quantitativa da produção científica sobre anemia falciforme e anemia ferropriva e apontar a participação do Brasil no panorama mundial.

Metodologia: Foram utilizados termos da Medical Subject Headings (MESH): “Anemia, Sickle Cell”, “Anemia, Iron-Deficiency”. A pesquisa foi realizada na Plataforma Web of Science, de onde foram gerados gráficos com os recursos da própria, com a análise quantitativa dos resultados. Os artigos foram analisados por país de origem, agências de financiamento e anos de publicação.

Resultados: Quanto à anemia falciforme, foram encontrados 12.802 artigos, onde 639 são de grupos de pesquisa brasileiros, deixando o Brasil em 4° lugar em número de publicações. Em relação ao financiamento por agências, aparecem o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na sexta colocação (n=129), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em 11° (n=74) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 20° (n=54). Considerando o ano de publicação, há um crescimento significativo ao longo do tempo, porém com várias quedas no número de publicações em alguns anos e pico em 2018. Relacionado à anemia ferropriva, houve um total de 16,047 publicações, destas, o Brasil se encontra em 15° lugar (n=412). Das agências financiadoras, em 12° lugar, encontrase o CNPq (n=68); em 32° lugar, encontra-se a CAPES (n=31) e em 37° posição está a FAPESP (n=28). No que se refere à quantidade anual de pesquisas realizadas, nota-se a tendência de crescimento gradual ao longo dos anos, com raras quedas no número de publicações e com pico em 2017.

Discussão: A anemia falciforme é a doença hereditária de maior prevalência no Brasil, devido à alta taxa de miscigenação, se tornando uma questão de saúde pública, o que explica a boa colocação do Brasil quanto ao número de publicações. A anemia ferropriva é a anemia mais incidente no Brasil e no mundo, ocorrendo principalmente pela perda constante de sangue e dieta que não supra as necessidades de ingestão de ferro. Os grupos mais afetados são os de mulheres em idade fértil, lactentes e crianças abaixo de cinco anos. A posição do Brasil em 15°lugar no ranking mundial é relativamente baixa, já que essa é uma doença muito frequente no país, demonstrando carência de estudos na área. Em todas as buscas realizadas viu-se o CNPq, CAPES e FAPESP como principais financiadores. Tendo em vista que são entidades de caráter público, observa-se a relevância destes órgãos de fomento no cenário nacional, sendo essenciais para o avanço da pesquisa brasileira. Analisando os anos de publicação, um padrão é observado com o aumento gradativo dos artigos publicados ao longo do tempo, podendo ser explicado pelos avanços tecnológicos, melhoria de ferramentas e maior incentivo à pesquisa.

Conclusão: Assim, é possível concluir que mesmo havendo um total elevado de pesquisas na área, o Brasil só é responsável por uma parcela reduzida destas, necessitando de maiores incentivos, com vistas à uma maior participação no cenário científico mundial.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools