Sugestões
Idioma
Guia para autores
Buscador
Informação da revista
Vol. 47. Núm. S1.
2º Congresso CancerThera
(Maio 2025)
Vol. 47. Núm. S1.
2º Congresso CancerThera
(Maio 2025)
Acesso de texto completo

FATORES ASSOCIADOS À PIOR QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO TRATADOS COM RADIOTERAPIA E QUIMIOTERAPIA NA UNICAMP

Visitas
860
Jose Renato De Oliveira Marianoa, Diogo Back Sartorettoa, Joyce Gruenwaldtb, Eduardo Baldon Pereirab, Carmen Silvia Passos Limaa, Luciana Campanatti Palharesb, Gustavo Jacob Lourençoa
a Laboratório de Genética do Câncer da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
b Departamento de Radiologia e Oncologia, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
Este item recebeu
Informação do artigo
Suplemento especial
Este artigo faz parte de:
Vol. 47. Núm S1

2º Congresso CancerThera

Mais dados
Resumo
Introdução/Justificativa

A radioterapia (RT) e a quimioterapia (QT) são essenciais no tratamento do câncer de cabeça e pescoço (CCP), mas seus efeitos adversos comprometem a qualidade de vida (QdV) dos pacientes. Sintomas como xerostomia, mucosite e disfagia afetam a funcionalidade, enquanto alterações na aparência e dificuldades na comunicação impactam o bem-estar emocional e social. Embora esses efeitos sejam reconhecidos, ainda há uma necessidade de melhor compreensão dos fatores sociodemográficos e clínicos associados à QdV desses pacientes.

Objetivos

Este estudo teve como objetivo avaliar se as características sociodemográficas, os aspectos clínicos e as características do tumor influenciam a percepção da QdV de pacientes com CCP tratados com RT e QT.

Materiais e Métodos

Foram avaliados 32 pacientes com CCP atendidos no Hospital de Clínicas da UNICAMP durante o tratamento com RT e/ou QT exclusiva. As informações sociodemográficas (idade, sexo, cor da pele, grau de instrução, tabagismo e etilismo), aspectos clínicos (dor, escala de performance ECOG, marcadores hematológicos, índice de inflamação imune sistêmica e de resposta à inflamação sistêmica) e as características do tumor (localização, grau de diferenciação e estágio TNM) foram coletadas dos prontuários dos pacientes e por questionário específico. A QdV dos pacientes foi avaliada pelo instrumento FACT-H&N que possui 39 questões distribuídas nos domínios de bem-estar físico, social, emocional, funcional e preocupações adicionais específicas para CCP. A análise dos dados foi realizada por meio do cálculo das médias dos escores de cada domínio e do escore total, sendo que menores escores indicam pior QdV. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t para comparação entre grupos, o valor de p < 0,05 foi considerado significativo.

Resultados

Observamos que pacientes negros apresentaram menor bem-estar emocional (19,0 vs. 23,5; p = 0,002), enquanto tabagistas apresentaram escores mais baixos de bem-estar físico (20,0 vs. 25,5; p = 0,03) e bem-estar específico (19,0 vs. 29,0; p = 0,02). Dor moderada ou intensa foi associada a pior bem-estar físico (20,5 vs. 26,5; p = 0,002), emocional (18,0 vs. 22,0; p = 0,01) e global (101,0 vs. 122,0; p = 0,02). Pacientes com status funcional ECOG ≥ 1 apresentaram piores escores de bem-estar funcional (19,0 vs. 23,0; p = 0,001) e total (101,5 vs. 123,5; p = 0,04). A presença de anemia foi associada a menor bem-estar específico (21,5 vs. 30,0; p= 0,002) e total (99,0 vs. 120,5; p= 0,009). Pacientes com índice de resposta à inflamação sistêmica elevado apresentaram menor bem-estar físico (20,5 vs. 25,0; p = 0,04), funcional (16,5 vs. 22,0; p = 0,01), específico (21,0 vs. 28,0; p = 0,03) e total (99,0 vs. 116,0; p = 0,03). Além disso, pacientes com tumores na faringe relataram pior bem-estar físico (20,0 vs. 26,5; p = 0,01), enquanto aqueles com tumores pouco diferenciados apresentaram menor bem-estar funcional (10,0 vs. 22,0; p = 0,03).

Conclusão

Os resultados deste estudo sugerem que a QdV de pacientes com CCECP tratados na UNICAMP pode ser influenciada por fatores sociodemográficos e clínicos. Esses achados destacam perfis de maior vulnerabilidade e reforçam a necessidade de estratégias individualizadas para minimizar os impactos do tratamento na QdV desses pacientes.

Palavras-chave:
Aspectos clínicos
Aspectos sociodemográficos
Câncer de cabeça e pescoço
Qualidade de vida
O texto completo está disponível em PDF
Baixar PDF
Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Opções de artigo