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Vol. 42. Issue S2.
Pages 340 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 340 (November 2020)
565
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.567
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DOENÇA HEMOLITICA PERI NATAL (DHPN) GRAVE SECUNDÁRIA A ALOIMUNIZAÇÃO POR ANTI-RH17
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M.M.O. Barrosa, P.B. Icibacia, K.C.F. Brasileiroa, P.M.C. Silvab, A.K. Chibaa, D.B.S. Paresb, J.O. Bordina
a Departamento de Oncologia Clínica e Experimental, Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
b Departamento de Obstetrícia, Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Anti-Rh17 é um raro aloanticorpo produzido após estímulo imunológico, por indivíduos que não têm antígenos C/c e E/e do grupo sanguíneo Rh em suas hemácias. Este raro grupo sanguíneo é designado como D– e foi descrito pela primeira vez por Race e Sanger em 1950. A frequência desse grupo sanguíneo é relativamente alta na população japonesa (1 em 100.000–200.000), sendo muito raro entre os caucasianos e outras populações. DHPN grave pode ser controlado por transfusão intrauterina (TIU), Exsanguíneo transfusão (ET), ou transfusão de CH. Nós relatamos um caso de DHPN secundário a aloimunização por anti-Rh17. Relato de caso: Paciente 32 anos, autodeclarada parda, transferida ao serviço para resolução de gestação com 27 semanas de feto hidrópico, associado a doença hipertensiva da gravidez. Tinha histórico de 3 gestações, sendo as duas primeiras com feto a termo e a terceira natimorto com 27 semanas. Necessitou de transfusão de concentrado de hemácias (CH) na primeira gestação. Seus testes imunohematológicos demonstravam ser do Tipo A RhD positivo, com um aloanticorpo fortemente positivo pra todas as hemácias testadas (bio-rad ID Panel 11 hemacias + 2 hemácias de triagem; grifols ID Panel 15 hemácias + 3 hemácias de triagem). Teste de antiglobulina direto (TAD) e autocontrole negativos. Fenotipagem eritrocitária da paciente: RhD positivo e negativo para os antígenos C, c, E, e, CW. Aloadsorção com hemácias R1R1 são identificados anti-E e anti-c e aloadsorção com hemácias R2R2 são identificados Anti-e e Anti-C. Titulo do anticorpo > 1024. Reação negativa com eritrócitos com fenótipos D–. Tipagem do feto O R1R1, não sendo possível realizar TIU com sangue materno. Encontrada doadora de 69 anos O D–, do Hospital Israelita Albert Einstein que concordou em doar 100 ml para TIU e iniciada plasmaférese materna, com intuito de reduzir título de anticorpo e evitar ET. Após segunda sessão o titulo do anticorpo foi reduzido para 256. A gestante evoluiu com quadro de eclâmpsia, necessitando de cesárea de urgência com perda sanguínea importante, e anemia grave (hemoglobina pós-cesárea de 5g/dL), com necessidade de transfusão de CH. O feto nasceu com 29 semanas, não necessitou de ET, mas precisava de transfusão de CH. A transfusão de CH O D–, proveniente do HEMOCE, foi realizada em ambos, 4 dias após sua solicitação, através do Programa Sangue Raro do Ministério da Saúde. Gestante evoluiu bem com alta hospitalar em 15 dias e neonato evoluiu bem, coma alta da unidade de cuidados intensivos 3 meses após o nascimento, sem necessidade de ET. No 10°dia de vida, neonato não apresenta nenhuma evidência de anticorpo materno (PAI e TAD negativos, em AGH e com hemácias tratadas com enzima) circulante, e passa a ser transfundido com hemácias O R1R1, com bom incremento e sem evidência de hemólise. Conclusão: Nós relatamos um caso de DHPN secundário a aloimunização por anti-Rh17, tendo um controle bem sucedido com TIU, Plasmaférese (com redução do título de anticorpos) e transfusão de CH, sem necessidade de ET.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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