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Vol. 42. Issue S2.
Pages 352 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 352 (November 2020)
588
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.590
Open Access
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA DE DOAÇÃO DE SANGUE E SUAS VARIÁVEIS NA POPULAÇÃO DE SÃO PAULO
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L. Honorato, A. Kaliniczenko, J.O. Martins, G.B. Peres, S.H.N. Messias, M.C.P. Figueiredo
Universidade Paulista (UNIP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Apesar de o Brasil ser referência na captação de sangue na América Latina, apenas 1,9% da população brasileira é doadora de sangue. O baixo incentivo juntamente com a falta de informação, afeta o número de doadores de sangue, visto que grande parte da população carece de conhecimento sobre o assunto devido a diversos fatores, como falta de informação, crenças e mitos. Objetivo: Avaliar os parâmetros sociais entre um grupo de doadores e não doadores, juntamente com a avaliação de conhecimento geral sobre doação de sangue. Materiais e métodos: Foi utilizada uma abordagem quantitativa e qualitativa, através de 3 questionários com perguntas objetivas de múltipla escolha, no qual 100 indivíduos participaram deste estudo. Dois questionários foram empregados para a coleta de dados sociais, enquanto o último foi composto para análise de nível de conhecimento geral sobre doação sanguínea. Resultados: Dentre os 100 participantes, 51% eram do sexo feminino, 47% tinham entre 20 a 29 anos de idade. A maioria do grupo possui superior incompleto ou completo, compondo respectivamente 41% e 32% da amostra. Também foi observado que os mais jovens compõem 47% dos doadores, visto que 84,6% dos motivos para doar apresentados são voltados para o outro. Em primeiro lugar está o altruísmo e empatia (44,7%), seguido de necessidade de reposição de sangue para conhecidos (34,3%) e adesão a campanhas (6%). Quanto aos não doadores, 66% são do sexo feminino, com 57% na faixa de idade entre 20 a 29 anos. Na classificação por nível educacional, 28% possuem o ensino médio completo ou menos, 51% cursam faculdade ou técnico e 21% são graduados. Os motivos para não ser um doador de sangue foram apontados como: indisponibilidade de tempo (22,1%), questões médicas (15,6%), não conhecer um local para doar sangue (14%), ter tatuagens e/ou perfurocortantes (14%), medo ou suspeita de hospitais (14%), ter peso inferior a 50 quilos (11,4%), orientação sexual (4%) e religião (3,2%). Para os participantes deste estudo que não são doadores, foi observado um grupo com interesse para a doação (61%). Discussão: A falta de informação influencia diretamente na decisão e no comportamento das pessoas, especialmente quando se trata de doação de sangue, sendo muitos os elementos que atrapalham o desenvolvimento da conscientização dos indivíduos, principalmente aqueles ligados ao medo e a desinformação. Neste estudo, estas manifestações são sustentadas pelas assertivas de indisponibilidade de tempo e a crença na possibilidade de contaminação ou medo do procedimento de coleta, representado por medo ou suspeita de hospitais. E de acordo com a literatura, e com o estudo presente são os principais empecilhos relacionados à doação. Conclusão: Observou-se carência de informação acerca de doação de sangue, tanto em doadores quanto em não doadores, assim como a presença de mitos, medos e dúvidas acerca do ato voluntário, que dificultam a captação de doadores em São Paulo.

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Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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