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Vol. 42. Issue S2.
Pages 98-99 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 98-99 (November 2020)
166
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.167
Open Access
SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE NA GESTAÇÃO: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO
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M.E.A. Santos, A.V.T.M.J. Pacheco, A.C.C. Batista, L.R. Miranda, A.C.P.E. Oliveira, P.G.B. Tavares, H.I. Paula, G.M. Gonzaga, D.L.A.N. Amorim, I.B. Rios
Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
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Objetivos: Avaliar, por meio de uma revisão de literatura, as atuais evidências para diagnóstico da Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF) na gestação e suas limitações, tendo em vista a variedade de achados clínicos e laboratoriais relacionados à síndrome. Materiais e métodos: O presente trabalho é uma revisão de literatura efetuada a partir da base de dados PubMed, utilizando-se as seguintes palavras-chave: “síndrome antifosfolípide”, “gravidez”, “diagnóstico”, “desafios”. Foram selecionados para leitura completa os artigos que continham informações acerca do diagnóstico e manejo da Sindrome do Anticorpo Antifosfolípide em gestantes. Foram considerados estudos disponíveis e completos, na língua inglesa, publicados entre os anos de 2010 e 2019. Resultados: Por meio dos estudos selecionados, encontrou-se, com evidências mais robustas, que o rastreio dos anticorpos antifosfolípides convencionais (AAC) para SAAF, na gestação, deve se limitar a pacientes que atendem aos critérios clínicos de Sapporo revisados. No que se refere ao diagnóstico laboratorial de SAAF, constatou-se que os anticorpos antifosfolípides não convencionais (AANC), principalmente anticorpos antifosfatidilserina/protrombina (PS/PT), antifosfatidil-etanolamina e isótipo IgA aβ2GP1, podem ser úteis para o diagnóstico de SAAF com AAC negativos, isto é, SAAF soronegativa (SAFFSN). Discussão: As complicações obstétricas relacionadas a SAAF geram bastante angústia e ansiedade da paciente para um diagnóstico e tratamento eficazes. No entanto, a triagem para SAAF deve atender a critérios específicos a fim de evitar resultados que prejudiquem o gerenciamento da paciente, trazendo mais riscos do que benefícios. Sendo assim, é recomendado que a triagem para AAC da SAAF seja limitada a gestantes que atendam os critérios clínicos de Sapporo revisados. Conquanto, um estudo observacional com gestantes que tinham antecedente de aborto antes da 10ª semana gestacional demonstrou que pacientes com AAC apresentaram maior risco de complicações obstétricas em uma 2ª gestação. Assim, pode ser benéfico um rastreio precoce (apos a 1ª semana gestacional e com a exclusão de demais causas) e de forma individualizada, avaliando riscos e benefícios, em situações especiais, como de baixa reserva ovariana. No que concerne ao diagnóstico de SAAF, há evidências que apontam para o benefício do uso de AANC na SAFFSN. Todavia, há certas dificuldades no âmbito da prática clínica, pois a investigação por si só dos AAC já é bastante onerosa financeiramente e, ao acrescentar AANC (que de forma individual possuem baixa prevalência na SAFFSN), ela se torna ainda mais onerosa. Sendo assim, há estudos e protocolos que não indicam a triagem de AANC. Conclusão: Apesar da existência de critérios classificatórios para o seu diagnóstico, a SAAF permanece como um grande desafio diagnóstico, principalmente na SAAF obstétrica, pela falta de estudos de grande relevância e conclusões consensuais. Contudo, pode-se concluir que na abordagem diagnóstica da SAAF: deve-se indicar a triagem para AAC de forma individualizada levando em consideração potenciais riscos e benefícios; o uso dos AANC confere uma evolução no diagnóstico da SAAF, porém seu uso no âmbito prático ainda é oneroso e com benefícios duvidosos.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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