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Vol. 42. Issue S2.
Pages 130 (November 2020)
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Vol. 42. Issue S2.
Pages 130 (November 2020)
218
DOI: 10.1016/j.htct.2020.10.219
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA NAS DUAS MAIORES CIDADES DE MATO GROSSO, BRASIL, 2000-2016
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G.S.L. Netoa, C.V. Gomesa, D.V. Nunesa, L.B. Aguilara, L.H.F. Montenegrob, N.D. Galvãoc, F.N. Melandac
a Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
b Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
c Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
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Introdução: Leucemia Mieloide Crônica (LMC) corresponde cerca de 15% de todos os casos de leucemias incidentes no hemisfério Ocidental, afetando em média uma pessoa a cada 100.000 habitantes por ano, com discreta prevalência maior no sexo masculino em relação ao sexo feminino. Objetivo: Este estudo teve como objetivo descrever os casos incidentes de LMC em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso, no período de 2000 a 2016. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico, de fonte secundária, pertencente a um projeto maior, denominado “Vigilância de Câncer e Fatores Associados: Atualização dos Registros de Base Populacional e Hospitalar”, realizado em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso. Os dados foram obtidos por meio do sistema de Registros de Câncer de Base Populacional e analisados por meio do software SPSS Statistics®. Os resultados serão apresentados por meio de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e de dispersão. O método usado para identificar os casos de leucemias foi baseado na 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças, capítulo II, a partir dos códigos C90 a C95. Foram considerados casos específicos de LMC aqueles classificados com o código C92.1. Resultados: Entre os anos de 2000 e 2016, foram registrados 692 casos de leucemias. Destes, 89 eram referentes a LMC (12,9%). A maioria acometeu o sexo masculino (60,7%), de raça/cor parda e preta (61,8%), seguida da raça/cor branca (29,2%). A média de idade ao diagnóstico foi de 49,1 anos (DP = 18,75 anos). A faixa de idade entre 20-69 anos representou 82% de todos os casos. Quatro casos (4,5%) foram diagnosticados em indivíduos menores de 19 anos, entre eles, um caso de uma criança de um ano de idade. No que diz respeito ao estado civil, 23,6% dos indivíduos apresentavam-se solteiros e 22,5%, casados. Todavia, 43,8% dos registros não apresentavam esse dado, assim como 70,4% quanto ao grau de escolaridade. Os anos de maior incidência registrados foram 2015, com 11,2% do total e 2007, com 9,0%, seguidos por 2002, 2004 e 2008, compreendendo 7,9% dos casos cada. Discussão: Nota-se que a incidência de casos registrados durante os anos de 2000-2016 nas duas cidades analisadas apresentou-se próxima às médias brasileira e americana dentre todos os casos de leucemias, segundo o Instituto Nacional de Câncer e a Sociedade Americana de Câncer. O mesmo é percebido quanto a maior prevalência no sexo masculino. A média de idade ao diagnóstico demonstrou-se inferior à média esperada de 65 anos, acometendo principalmente adultos e mantendo-se muito rara em crianças. Conclusão: A identificação da ocorrência de Leucemia Mieloide Crônica e a caracterização do perfil da população acometida auxilia a identificação precoce, assim como a proposição de medidas para o manejo e o tratamento dos casos.

Idiomas
Hematology, Transfusion and Cell Therapy

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